segunda-feira, 12 de março de 2012

Igreja é família


“Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam”. Lucas 8:21


Das melhores lembranças de minha infância lembro-me quando meus pais aos sábados preparavam-se para nos levar a casa do meu avô paterno, Martinho Viana, no subúrbio do Rio. O “Velho Viana” como todos o chamavam se assentava na cabeceira da mesa e catando feijão preto separava as pedras e palhas aos assuntos do cotidiano dos filhos que ao seu redor ficavam. 
A panela de pressão no fogão anunciava que era dia de reunião familiar. Era uma festa, todos falavam ao mesmo tempo, sorriam e se alegravam uns com os outros numa saudável companhia. Os pratos postos na mesa eram servidos de uma deliciosa comida temperada de amor e degustada com boa prosa intima.
As crianças corriam ao redor da mesa atravessando a cozinha adentrando a sala e os quartos como se fossem flechas. Era uma gritaria só! “Tatá pare de correr se não vou lhe dar uns cascudos” Tio Quinca aos berros e vermelho de raiva esbravejava com o filho mais velho de meu tio Milton o primo primogênito da família. Eu era o segundo da linhagem dos bagunceiros na vida da família de meu avô. Kátia era a prima dorminhoca e preguiçosa, filha do tio Luiz e Zilda. Sulamita por ser um pouco maior era a mandona do pedaço e as brigas sempre começavam com ela, filha da tia Jane. Alexandre era o neto mais novo da família e o comilão. Quando acabava a margarina, derramava azeite no pão. Coisas da infância.
Com todas as diferenças que existam em cada membro da família a convivência familiar tem o poder de influenciar positivamente com seus princípios e organização. A dinâmica de uma igreja é a de uma grande e eterna família que unirá todos os filhos de todas as gerações ao redor do Pai. Deus Pai nos chama como filhos para momentos de convivência e comunhão nesses dias. 
O grande desafio da igreja está na compreensão do viver em comunhão com pessoas tão diferentes e imperfeitas. É na igreja que as pessoas se unem e reúne por uma única causa, o amor. A compreensão de igreja para a maioria das pessoas que não a conhece é construída sob um mito ou ideal de membros perfeitos que não pecam e nem erram mais. Esta visão é equivocada, pois a Igreja é lugar de pecadores. Lugar de pessoas que estão num processo de melhoria contínua (santificação) e que terminará com o findar de suas existência através da morte ou pela segunda vinda de Cristo. 

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Com base no trabalho disponível em www.sandroviana.com.

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