domingo, 30 de setembro de 2012

A Urna Corrompida


É muito comum ouvir pessoas afirmarem que não discutem sobre política e muito menos sobre religião o grande problema está na prática, pois não existe ninguém nulo ou isento de ideologias políticas ou crenças religiosas por mais que fujamos do confronto não há como negar essas realidades querendo ou não sempre decidimos ou cremos em algo a respeito sobre estes temas.


A omissão é um comportamento que reflete uma tentativa desesperada de fuga que somente prorroga o óbvio, isto é, mais cedo ou mais tarde teremos que enfrentar nossas consciências sobre temas tão relevantes e que interferem diretamente no dia a dia na vida de cada cidadão.

Temos o costume de ficarmos em nossas trincheiras confortavelmente atirando contra tudo e contra todos que estão dentro das estruturas do Estado (governo municipal, estadual e União).

Não existe maior pena que possamos experimentar quando o voto que depositamos nas urnas nos torna reféns de nós mesmos e ficamos presos num Estado inerte e incompetente.

Nas rodas de conversas geralmente não falta as críticas políticas, pois é um costume dos brasileiros achar um político para “malhar o judas” e começar a falar como ébrios culpando tudo o que acontece e dando como por única responsabilidade aquele que a anos está no ofício de corrupto pela confirmação de seus eleitores corruptos.

A corrupção das urnas tem cara, seus efeitos mais nefastos estão sobre a vida de todo cidadão, com a face dos discursos megalomaníacos de promessas prevaricadas e que respinga sangue inocente em políticas de segurança públicas desleixadas, superfaturamentos das ambições de agentes públicos que matam, furtam e destrói a esperança que nasce todos os dias e que deveria caminhar para as escolas, porém foi  trancafiado o futuro deste país na construção de presídios.

Percebemos claramente que as omissões das escolhas dos eleitores são decididas no dia a dia nos hospitais em que um médico deverá optar em quem deve viver ou não por falta de leitos e medicações ou nas escolas que se transformam em depósitos e ringues de crianças. Estamos a uma semana de nosso exercício político diante das urnas para mais tarde experimentá-la diante de em um leito de hospital, se houver, numa fila para matrícula de seu filho na escola, se houver vaga ou diante da delegacia, se houver.

Nestes dias que antecedem as eleições municipais o povo é elevado como honesto e idôneo. Um político pode se corromper, mas votar em um corrupto político é prova sumária de como o povo pode ser tão pervertido quanto aquele que os governa.
                                                                                                                                                
O mundo não foi criado corrompido, porém a corrupção é um dos males que envenena as relações e que deve ser varrida de nossas vidas diariamente, assim como lavamos nossas roupas ou nos asseamos devemos exercitar nossas consciências com princípios elevados para que não nos rendamos a nossa própria natureza corrupta. 

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