segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O fim do mundo e a esperança do Natal


"Quero trazer à memória o que me pode dar esperança".
lamentações 
3:21

Está marcada mais uma vez pra o dia 21 de dezembro de 2012 uma viagem sem retorno para toda a humanidade. É o fim do mundo, o apocalipse, a extinção de toda a raça humana. Desta vez o anúncio veio de uma profecia Maia. Para os desesperançados de plantão os “sobrevivencialistas”, um grupo de pessoas pessimistas que estocam grandes quantidades de alimentos, bebem a própria urina e se armaram até aos dentes aguardando o fim de tudo, afirmam que o epílogo ocorrerá através de ameaças externas como: uma colisão da Terra com um planeta chamado “X”, a reversão dos polos da Terra, tempestades solares e até o alinhamento dos planetas. Nada disso irá acontecer pelo menos é o que garante a agência espacial norte americana, responsável pela pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e programas de exploração espacial a Nasa.

As profecias sobre o fim do mundo sempre habitou o imaginário humano e isto se torna mais intenso quando do término de um período ou o consequente declínio de um império ou o encerramento de um ciclo histórico levam as pessoas dentro de suas épocas a um pensamento coletivo comum apocalíptico.

Os fenômenos naturais como: tsunamis, erupções vulcânicas, terremotos, maremotos, períodos de grandes estiagens e enchentes são potencializados com a interferência insensata humana, quando não deveriam aproximar-se ou até construir em áreas de riscos.

A verdadeira profecia que ninguém quer admitir é a morte do homem! Ao contrário das previsões propaladas hoje, o fim do mundo de fato já veio! Pela morte moral de homens de mentes e corações insensíveis a vida. Os sinais são evidentes sobre a eminente extinção da humanidade: A exploração dos seus semelhantes o envenenando e a destruição insana do meio ambiente que superaqueceu o planeta. Mercadejaram suas almas e não aprenderam a conviver com o próximo.

O grande problema do conceito de fim do mundo está na incapacidade humana de uma auto salvação de si mesma! Salvar-se de que, de quem ou do quê? O imaginário coletivo catastrófico é extremamente minimalistas diante das tentativas de fuga de si mesma e dos sofrimentos. O fim da raça humana através de colisões de objetos vindo do espaço é uma tentativa “eutanástica” suicida que para muitos que já estão agonizando a muito tempo e não querem mais sofrer abreviando suas existências de forma instantânea.  Essas previsões apesar de calamitosas são extremamente adequadas para aqueles que estão fugindo dos sofrimentos.

Em toda literatura religiosa há livros profetas e profecias apocalípticas. Para muitas pessoas que não conhecem o livro e o contexto de Apocalipse seu conteúdo é de grande esperança! Não é um livro maldito carregado de figuras de linguagem desconexas e de maldições. 


Lamentavelmente há muitos cristãos que embarcaram nesta desesperança coletiva secular e já estão agonizando nesta vida acreditando de forma equivocada que Jesus Cristo deve voltar o mais rápido possível para retirá-los dos sofrimentos que estão passando ou que Deus venha vingar-lhes suas causas materialistas.

Hoje o pensamento comum do homem ocidental, místico, supersticioso, pós-cristão e pós-moderno evidencia a condição da natureza de sua incapacidade total de auto salvar-se que seja de fatos alheios ao seu controle e a sua condição de morte espiritual e moral que se reflete numa sociedade global que cultiva o efêmero, os excessos e as paixões de um coração vazio de princípios, valores e sentido. Depois de séculos de sacrifícios, altruísmo, obediência e recompensas estamos num tempo de valorização dos desejos, de liberação dos prazeres.

O fim do mundo é mais grave pelo fato da solução ser tão óbvia próxima e possível, mas as pessoas não querem mover-se nesta direção pela comodidade do individualismo narcisista que matou o pensamento altruísta do coletivo. Uma sociedade que “evoluiu tecnologicamente”, mas que não abre mão de seu conforto hedonista e não estão dispostos a solucionar, pois preferem perder tudo a dividir com o próximo.

O fim do mundo é caminhar na contra mão da natureza das coisas, o óbvio, como: Buscar vidas em outros planetas a amar o semelhante como a si mesmo, gastar bilhões de dólares na indústria bélica a investir em pesquisas em novas vacinas, aplicar tempo e erário em naves espaciais e fugir do ÚNICO planeta que tem todas as condições que nos garantam vida. Não estamos dispostos a arrumar esta casa chamada Terra é melhor elucubrar com as demências dos homens mortos e explodi-la, eliminá-la, pois nos tornamos incapazes e indignos de cuidarmos deste lindo planeta azul.

Diante das desesperanças das profecias humanas e da natureza do coração vazio, veio a nós o Salvador encarnado em forma humana para fazer nascer em nossos corações vida que é eterna. Nós nos alegramos e celebramos o Natal que é o nascimento de Jesus a esperança do pecador que olha com simplicidade o amor gracioso de Deus e recebe em sua vida a dádiva da salvação pelo sacrifício e méritos do Senhor Jesus. O nascimento de Jesus Cristo é o nascimento da esperança de um mundo caído que será restaurará através da vinda do Reino de Deus através de seu povo. Este planeta não será aniquilado como os falsos profetas anunciam, pois será restaurado pelo supremo Criador e pelos corações transformados pela maravilhosa Graça.


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