domingo, 6 de janeiro de 2013

O Pop Não Poupa ninguém

“Estando Jesus orando à parte, achavam-se presentes os discípulos, a quem perguntou: Quem dizem as multidões que sou eu? Responderam eles: João Batista, mas outros, Elias; e ainda outros dizem que ressurgiu um dos antigos profetas. Mas vós, perguntou ele, quem dizeis que eu sou? Lucas 9.18-20

Em 1981 na Praça de São Pedro no Vaticano, o Papa João Paulo II foi baleado gravemente por um atirador turco que era membro de um grupo militante fascista. Na década de 1990 a banda de rock gaúcha Engenheiros do Hawaii emplacou um grande sucesso com o nome “O Papa é Pop”. É uma crítica de como qualquer assunto até trágico pode render grandes lucros para as grandes mídias. Tudo que é popular ou pop torna-se alvo de consumo, até assuntos bizarros.


“Todo mundo tá revendo
O que nunca foi visto
Todo mundo tá comprando
Os mais vendidos

É qualquer nota,
Qualquer notícia
Páginas em branco,
Fotos coloridas
Qualquer nova,
Qualquer notícia
Qualquer coisa
Que se mova
É um alvo

E ninguém tá salvo...

Todo mundo tá relendo
O que nunca foi lido
Tá na Caras
Tá na capa da revista

O Papa é Pop,
O Papa é Pop!
O Pop não poupa ninguém
O Papa levou um tiro
À queima roupa
O Pop não poupa ninguém
Uma palavra
Na tua camiseta
O planeta na tua cama
Uma palavra escrita a lápis
Eternidades da semana”.

A canção descreve o inacreditável, aquilo que um dia não imaginaríamos que fosse objeto de consumo, porém numa sociedade POP tudo vira produto e serviço. O sagrado é mais um produto no shopping das vaidades humanas, ninguém está salvo! Nessa crítica a pessoa de Jesus Cristo é a mais explorada, mercantilizada e o mais pop, isto é, Jesus assume todos os tipos de formas para o consumo de um exigente mercado de fiéis.

A teologia e as grandes ferramentas da interpretação bíblica (exegese e a hermenêutica) foram trocadas pelo marketing. As interpretações passam antes pelas demandas de consumo e cria-se um novo cardápio de novos cristos.

Jonh Stott em seu livro Ouça o Mundo Ouça o Espírito afirma que: “Durante toda a história da igreja Jesus Cristo tem passado por um processo de repetida crucificação. Ele tem sido açoitado, machucado e trancafiado na prisão de incontáveis sistemas e filosofias. Tratado como um corpo de pensamento, ele geralmente tem sido rebaixado a sepulturas conceptuais e coberto com lápides, a fim de que não possa ressurgir e causar-nos mais problemas... Mas este é o milagre — que dessa sucessão de sepulturas conceptuais Jesus Cristo sempre e sempre ressuscita de novo! Sempre e sempre de novo, a figura de Jesus tem sido terrivelmente amputada... a fim de adaptar-se ao gosto de cada geração".
Esses cristos “Frankenstein” criados pelos homens deforma a fé de muitos que tentam conhecer o verdadeiro Cristo bíblico. Hoje o gosto de freguês é diversificado há: O Jesus pop star, psicólogo (terapeuta), operário, filósofo, comunista, super-herói, professor, mártir, gerente de banco, homem de negócios, homo afetivo e por onde a imaginação dos manipuladores e simpatizantes possa moldá-lo conforme seus interesses.

A pergunta de Jesus é extremamente relevante para os nossos dias! “Mas vós, perguntou ele, quem dizeis que eu sou?” A resposta para esta pergunta é esta: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem”. João 10:27. A igreja é a única quem poderá responder no meio de tantos estereótipos e falsos cristos que foram pulverizados pela grande mídia gospel. Que o verdadeiro Cristo se levante no meio de tanta enganação e manipulação.

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