Tudo é vaidade

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 A cobra era o animal mais esperto que o Senhor Deus havia feito. Ela perguntou à mulher:— É verdade que Deus mandou que vocês não comessem as frutas de nenhuma árvore do jardim? A mulher respondeu: — Podemos comer as frutas de qualquer árvore, menos a fruta da árvore que fica no meio do jardim. Deus nos disse que não devemos comer dessa fruta, nem tocar nela. Se fizermos isso, morreremos. Mas a cobra afirmou: — Vocês não morrerão coisa nenhuma! Deus disse isso porque sabe que, quando vocês comerem a fruta dessa árvore, os seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecendo o bem e o mal. A mulher viu que a árvore era bonita e que as suas frutas eram boas de se comer. E ela pensou como seria bom ter entendimento. Aí apanhou uma fruta e comeu; e deu ao seu marido, e ele também comeu. Nesse momento os olhos dos dois se abriram, e eles perceberam que estavam nus. Então costuraram umas folhas de figueira para usar como tangas. Genesis 3.1-7
No filme Madagascar há um personagem, o rei Julian, figurinha exótica e vaidosa que adora chamar a atenção pelas suas extravagantes e fúteis ideias. No antigo Egito o faraó não era somente um governante político, mas era visto como um deus que deveria ser adorado pelo seu povo. As pirâmides (tumbas) imortalizaram tais deuses humanos. A busca desenfreada pelos 15 minutos de fama tem arrastado todo tipo de gente com os comportamentos mais bizarros possíveis tudo isso em nome da glória própria. Todo mundo quer ser reconhecido anseiam tornar-se uma celebridade, receber aplausos e glorificação. 

A mais nova modalidade para chamar atenção é despir-se, tirar toda a roupa e a dignidade, calçar um par de tênis e a vaidade, ajeitar a maquiagem e os cabelos e correr nu num parque com expectativas de que alguém fotografe e registre tal façanha. O desejo de querer ser (como) deus é antigo, tem como força motivadora o sentimento da vaidade. As meninas são criadas para serem princesas e sereias os meninos super-heróis salvadores de um mundo dividido entre o bem e o mal (maniqueísmo). O problema é que crescem e quando caem na real percebem que não são nem princesas e nem heróis e já estão acondicionados, viciados aos paparicos e apelam para meios extravagantes de chamarem a atenção. 

O bem, as boas obras ou a caridade que muitos fazem hoje é muito mais um golpe de marketing pessoal (motivações vaidosas) do que de misericórdia isso não significa que mesmo que as intenções dos homens sejam malignas, Deus graciosamente derrama a sua compaixão através de homens tão vaidosos. Nossa natureza humana está mais predisposta a querer ser como deus do que ser servos!

"Vaidade de vaidades, diz o pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade". Ec 1.2

Rev. Sandro M. Viana (Primavera de 2014 - Natal/RN)


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Baseado no trabalho disponível em http://www.sandroviana.com/2014/11/tudo-e-vaidade.html.

Sandro Mariano Viana

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