sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A parábola do bom palestino

Um importante e fervoroso sacerdote mestre da Lei se levantou e, querendo encontrar alguma prova contra Jesus, perguntou: 

“Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna?” 

Jesus respondeu: “O que é que as Escrituras Sagradas dizem a respeito disso? E como é que você entende o que elas dizem?”

O sacerdote respondeu: “Ame a Deus, com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças e com toda a mente. E ame o seu próximo como você ama a você mesmo.” 

“A sua resposta está certa!” — disse Jesus. — “Faça isso e você viverá”. 

Porém o mestre da Lei, querendo justificar-se, perguntou: “Mas quem é o meu próximo?” 

Jesus respondeu assim:

Após uma semana árdua de trabalho humanitário numa escola em Jerusalém um homem (judeu) indo a caminho para sua casa na Faixa de Gaza foi furtivamente alvejado por estilhaços de concreto de um prédio atingido por um míssil lançado de um avião supersônico israelense.

Na correria do resgate a crianças e mulheres o homem ficou esquecido debaixo de lajes e escombros gemendo com seu corpo dilacerado e ensanguentado por horas esperando ajuda. Passa por perto daquele moribundo um aparamentado importante sacerdote que descia por aquele caminho, vinha do templo quando ouviu e viu o homem agonizando, fingiu atender o celular e passou pelo outro lado da estrada não querendo sujar sua indumentária. Também passou por ali um premiadíssimo cantor pop religioso. Olhou e também foi embora pelo outro lado da estrada. Mas um palestino que estava viajando por aquele caminho chegou escutou o gemido. Quando viu o homem, teve grande misericórdia dele. Então se aproximou dele e cavando com a mão retirou pesados escombros e limpou os seus ferimentos em seguida o enfaixou. Depois disso, o palestino colocou-o na sua caminhonete e o levou para um hospital em Hebron, onde foi internado em estado grave. No dia seguinte, o palestino pagou o hospital particular com seu cartão de crédito com uma semana antecipada aquele desconhecido, dizendo aos médicos: — Tome conta dele. Quando eu passar por aqui na volta, pagarei o que vocês gastarem a mais com ele.

Então Jesus perguntou ao mestre da Lei: — "Em sua opinião, qual desses três foi o próximo do homem ferido?"  “Aquele que o socorreu!” — respondeu o mestre da Lei.

 E Jesus disse: “Pois vá e faça a mesma coisa”.

Parabolando por Rev. Sandro M. Viana. Evangelho de Lucas Cap. 10:25-37 Licença Creative Commons
A parábola do bom palestino está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://www.sandroviana.com/2014/08/a-parabola-do-bom-palestino.html.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Negligência uma fera devoradora

“Ouça, meu filho, a instrução de seu pai e não despreze o ensino de sua mãe.
Eles serão um enfeite para a sua cabeça, um adorno para o seu pescoço”.
Provérbio de Salomão 1.8

As vésperas da comemoração do dia dos pais paira sobre nós uma espessa nuvem de desespero e pavor que é pulverizada pelas más notícias que diariamente se esvaem por todos os meios de comunicação. Um filme de terror diante de nossos olhos que assola a vida real pelos mais baixos níveis de moralidade da alma humana e denunciam como andam os cuidados com o futuro deste mundo e da humanidade.

Infelizmente o museu de horrores e crueldades humanas coleciona um rico acervo histórico de desgraças onde crianças são atiradas por janelas de apartamentos, caso Isabella Nardoni em (2008), são exterminadas com injeção letal e enterradas vivas, caso menino Bernardo (2015), largados em rios, caso menino Joaquim (2013), crianças que são fritadas em carros por serem esquecidas pelos pais, criança de 2 anos passa 5 horas e morre dentro do carro em Mato Grosso (2013), crianças jogadas em privadas e atoladas em cano de esgoto, China (2013), andam sozinhas em parapeitos de prédios, Índia (2014), esmolam em semáforos e desta vez um garoto de 11 anos diante de uma jaula de um tigre teve seu braço devorado pelo animal enquanto bailava diante do pai e daqueles que filmavam a fatal brincadeira de morte.

O grande problema está na incapacidade dos responsáveis pelos pequeninos em poderem amar seus filhos de fato e educa-los na disciplina amorosamente sem serem bipolares emocionais. Quando são complacentes com pequenas mentiras e transgressões achando bonitinho caem para o lado extremado e severo com surras, gritos e lesões corporais alegando como compensação por seus comportamentos exagerados permitindo que seus filhos façam o que querem.

Pais que não conseguem enxergar a beleza da vida nas coisas mais simples e que tentam preencher seus vazios corações com ostentações e vaidades materialista possuem uma relação doentia e desequilibrada emocionalmente vivendo sem limites e ausentes de sues filhos e que tentam criá-los quando estão diante deles comprando-os com presentinhos e quebram propositalmente os limites prejudicando assim o ensino dos princípios mais fundamentais para aqueles que estão em situação de risco.

O delegado que acompanha o caso do menino que perdeu o braço pelo ataque do tigre fez um questionamento contundente que me levou a esta reflexão 

“Não havia se quer uma pessoa que estavam filmando pudessem avisar diante de tamanho perigo?”.

Quem?
Quem hoje pode se quer avisar alguma criança ou adolescente sobre um eminente perigo ou uma conduta transgressora? Ninguém em sã consciência quer ou pode corrigir proteger ou avisar os filhos alheios, isso socialmente é considerado uma atitude arriscada e até insensata, pois quando um filho é chamado a atenção logo os pais tornam-se umas bestas feras e saem de suas jaulas e partem para o ataque.

Ao mesmo tempo nesta relação desequilibrada e incoerente entre pais e filhos pesa a ausência dos responsáveis justamente nos momentos cruciais da educação dos filhos e como demonstração de bondade paternal ignoram ou quebram as regras mais fundamentais para a sobrevivência humana como uma prova inepta compensadora de amor.

Lamentavelmente as mortes de jovens por mortes violentos e fúteis estão ligados diretamente a uma falta de educação e conscientização a respeito de leis e normas de convivência.

Nós adultos hoje investimos maciçamente no conhecimento, nas técnicas das formações profissionais, mas vergonhosamente nossos avós que moravam em áreas rurais e que não tinha 10% do conhecimento que possuímos eram sábios a ponto de serem analfabetos e formarem seus filhos sem traumas e sem terapias. Os casamentos eram respeitados e nada virava éter (volátil). Pagamos o preço de sermos a geração que mais sabe, porém os mais insensatos. Conhecimento não é sinônimo de sabedoria!


No trágico caso do garoto do jardim zoológico a negligência ou quebra de limites na compreensão do senso de responsabilidade mínima do filho trouxe ao pai uma dor irreparável de culpa martirizando-se por toda a sua existência pela culpa da perda de um dos membros do corpo de seu filho. É incomensurável! O que dizer de mães e pais que perdem seus filhos para o crime organizado? 



Licença Creative Commons
Negligência uma fera devoradora está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://www.sandroviana.com/2014/08/negligencia-uma-fera-devoradora.html.

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