sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Sangue nos olhos (Dia de fúria)


O nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, a sua mãe, ia casar com José. Mas antes do casamento ela ficou grávida pelo Espírito Santo. José, com quem Maria ia casar, era um homem que sempre fazia o que era correto. Ele não queria difamar Maria e por isso resolveu desmanchar o contrato de casamento sem ninguém saber. Enquanto José estava pensando nisso, um anjo do Senhor apareceu a ele num sonho e disse:— José, descendente de Davi, não tenha medo de receber Maria como sua esposa, pois ela está grávida pelo Espírito Santo. Ela terá um menino, e você porá nele o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos pecados deles. Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito por meio do profeta:“A virgem ficará grávida e terá um filho que receberá o nome de Emanuel.” (Emanuel quer dizer “Deus está conosco”.)Quando José acordou, fez o que o anjo do Senhor havia mandado e casou com Maria. Porém não teve relações com ela até que a criança nasceu. E José pôs no menino o nome de Jesus. Mateus 1.18-25(NTLH/SBB)

Ter o direito de irar é até razoável quando a ira não traz estragos maiores do que aqueles que já foram feitos, isto é, nossa inconformidade vai até onde os estragos já foram feitos! Minha ira e ou indignação não pode aumentar mais inda a gravidade da situação caótica que já estou inserido.

Nossa geração tornou-se iracunda! Iramo-nos por qualquer coisa e acredito que este fenômeno vem pela maneira como olhamos o nosso senso de justiça que hoje é individualista e descartável.

Acreditamos que temos o direito de pegar um taco de baseball e sair a esmo quebrando qualquer coisa nossa cultura violenta nos incita a este pensamento, como uma forma de extravasar tudo o que está incomodando.

Comumente há outra palavra usada para esses momentos de ataque de fúria descontrolada é o surto! Um ataque repentino e voraz que leva a atitudes impensadas de morte. Surtam por motivações banias.

O domínio próprio é um atributo cristão que não interessa a igreja cristã contemporânea. Vemos vídeos de lideres que estão a frente de igrejas que são destemperados que beiram as rais da loucura, babam e são mais agressivos que cães. Devemos aperfeiçoar-nos no exercício de fé diante das duras provas de paciência que somos exigidos sem perder a calma.

Em nossas discussões precisamos estar atentos as nossos justificativas quando estamos em uma lide. O que realmente me motiva a ter esse comportamento? Quero resolver e preservar o próximo ou quero somente manter minha imagem imaculada como um outdoor para que todos possam ver como minha reputação está acima do amor do perdão e da restauração daquele que amo?

José foi um dos personagens na Bíblia que menos se fala e acredito que por ele ter sido tão humilde os grande teólogos não perceberam como este homem foi tão relevante em ser e aceitar a missão de Deus para ser o pai do salvador da humanidade.

Um carpinteiro, homem simples que ao perceber que a sua amada noiva não estava grávida dele de forma sábia e por amor a Maria, José gentilmente resguardar a honra de sua amada. Para os padrões daquela época aquela situação era extremamente embaraçosa.
Ele não gritou e nem esbravejou não se irritou e nem foi buscar seus direito com os pais de Maria, simplesmente Deus fala com José e ele atende a voz divina e acolheu o filho de Deus dando-lhe o direito da primogenitura ensinando a única coisa que sabia fazer da vida a carpintaria.

José não lastimou não difamou e muito menos ofendeu outras pessoas acreditando ter o direito de casar-se com uma virgem pelo contrário foi humilde e maduro em compreender sua missão de acolher o filho de Deus em sua paternidade humana.

Devemos deixar a passionalidade!

É assustador vermos cidadãos comuns, trabalhadores e cumpridores de seus deveres, idôneos pais de famílias tendo acessos de fúria e descontrole odioso.

Precisamos aprender a resguardar as pessoas que amamos, e principalmente a nós, mesmo que no momento não compreendamos ou julguemos erroneamente ou até mesmo que os fatos sejam verdadeiros, pois acreditamos no perdão e por essa fé cremos na restauração de Deus sobre a humanidade pelo perdão!

Há uma inclinação natural dentro em nós que prontamente nos vitimizar nos tornando coitadinhos.

Esse post é um alerta para não piorarmos ainda mais o caos já instaurado. Não devemos nos tornar como uma metralhadora que dispara para todos os lados alvejando inocentes.
“Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira; nem deis lugar ao Diabo”.  Efésios 4.26-27 
 “Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo”. 1ª Tessalonicenses 5.9 
“Porque a ira humana não produz a justiça de Deus”. Tiago 1.20

Rev. Sandro M. Viana (Primavera de 2014 - Natal/RN)
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O trabalho Sangue nos olhos (Dia de fúria) está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://www.sandroviana.com/2014/11/sangue-nos-olhos-dia-de-furia.html.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Tudo é vaidade

 A cobra era o animal mais esperto que o Senhor Deus havia feito. Ela perguntou à mulher:— É verdade que Deus mandou que vocês não comessem as frutas de nenhuma árvore do jardim? A mulher respondeu: — Podemos comer as frutas de qualquer árvore, menos a fruta da árvore que fica no meio do jardim. Deus nos disse que não devemos comer dessa fruta, nem tocar nela. Se fizermos isso, morreremos. Mas a cobra afirmou: — Vocês não morrerão coisa nenhuma! Deus disse isso porque sabe que, quando vocês comerem a fruta dessa árvore, os seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecendo o bem e o mal. A mulher viu que a árvore era bonita e que as suas frutas eram boas de se comer. E ela pensou como seria bom ter entendimento. Aí apanhou uma fruta e comeu; e deu ao seu marido, e ele também comeu. Nesse momento os olhos dos dois se abriram, e eles perceberam que estavam nus. Então costuraram umas folhas de figueira para usar como tangas. Genesis 3.1-7
No filme Madagascar há um personagem, o rei Julian, figurinha exótica e vaidosa que adora chamar a atenção pelas suas extravagantes e fúteis ideias. No antigo Egito o faraó não era somente um governante político, mas era visto como um deus que deveria ser adorado pelo seu povo. As pirâmides (tumbas) imortalizaram tais deuses humanos. A busca desenfreada pelos 15 minutos de fama tem arrastado todo tipo de gente com os comportamentos mais bizarros possíveis tudo isso em nome da glória própria. Todo mundo quer ser reconhecido anseiam tornar-se uma celebridade, receber aplausos e glorificação. 

A mais nova modalidade para chamar atenção é despir-se, tirar toda a roupa e a dignidade, calçar um par de tênis e a vaidade, ajeitar a maquiagem e os cabelos e correr nu num parque com expectativas de que alguém fotografe e registre tal façanha. O desejo de querer ser (como) deus é antigo, tem como força motivadora o sentimento da vaidade. As meninas são criadas para serem princesas e sereias os meninos super-heróis salvadores de um mundo dividido entre o bem e o mal (maniqueísmo). O problema é que crescem e quando caem na real percebem que não são nem princesas e nem heróis e já estão acondicionados, viciados aos paparicos e apelam para meios extravagantes de chamarem a atenção. 

O bem, as boas obras ou a caridade que muitos fazem hoje é muito mais um golpe de marketing pessoal (motivações vaidosas) do que de misericórdia isso não significa que mesmo que as intenções dos homens sejam malignas, Deus graciosamente derrama a sua compaixão através de homens tão vaidosos. Nossa natureza humana está mais predisposta a querer ser como deus do que ser servos!

"Vaidade de vaidades, diz o pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade". Ec 1.2

Rev. Sandro M. Viana (Primavera de 2014 - Natal/RN)


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Você entende o que canta?

"Música para compor o ambiente Música para escovar o dente Música para fazer chover Música para ninar nenê Música para tocar...