quinta-feira, 21 de março de 2013

A Desumanidade da Humanidade


O grande poeta Renato Russo já cantarolava: 

"A humanidade é desumana
Mas ainda temos chance,
O sol nasce pra todos,
Só não sabe quem não quer" 

A desumanidade é tamanha que é necessário pleitear, criar regras e até princípios para aqueles que são considerados racionais, humanos. Garantir o direito dos humanos e não de uma pequena parte privilegiada ou de minorias, mas de uma humanidade que ainda não percebeu que nasceu gente.

O comportamento humanitário é fruto de uma convivência mútua dos diferentes, porém justa e igualitária. Quando não entendemos este espírito deixamos de ser humanos e nos tornamos piores que os irracionais.

O direito dos humanos é a luta para se ter a capacidade consciente e equilibrada de usufruir de livre condição de vida. Viver em liberdade sem distinção de cor, etnia, religião, sexo, limitações físicas, de origem, de classe social ou qualquer outra condição.

Ser reconhecida como pessoa, um ser humano em todos os lugares. Ter direitos de proteção contra qualquer discriminação ou tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

Ser humano é ter dignidade de se sentir humano, gente.
É lutar por direitos com os que se acham mais humanos do que toda a humanidade.

Por favor, pelo menos faça a sua parte leia a Declaração Universal Dos Direitos Humanos.

Rev. Sandro M. Viana
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O trabalho A Desumanidade da Humanidade de Sandro Mariano Viana foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
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quarta-feira, 20 de março de 2013

A Verdade em uma era de antiverdades


A Verdade em uma era de antiverdades (assuntos que incluem a pós-modernidade que está cada vez mais se camuflando em nossas igrejas).

"Que é a verdade?" 
Pilatos 

No filme Matrix o personagem Morpheus (Laurence Fishburne) pergunta para Neo (Keanu Reeves) se ele está disposto a conhecer a verdade e afirma: “O que é a verdade?” Toda trama se desenrola em um ambiente em que a humanidade vive a Matrix. Nesta obra as pessoas estão conectadas pelo cérebro a um grande sistema controlador que atende instantaneamente aos desejos e impulsos dos usuários.

A pergunta de Morpheus sempre ecoou em nossas mentes. Pela busca da verdade os maiores gênios da humanidade embarcaram numa odisseia sem um destino conclusivo. Aristóteles afirmava que desejamos conhecer a verdade, mas encontrar a verdade é outra completamente diferente. Muitas coisas parecem verdadeiras, mas na realidade não são. O existencialista Kierkegaard entendia que a verdade era o ético universal, isto é, comum a todas as pessoas, mas Nietzsche em seu livro O Anticristo esforça-se para destruir toda a compreensão de uma verdade absoluta. Sartre concluiu que não há leis ou normas no céu nem na terra que possam guiar a pessoa nas suas escolhas, isto é, as pessoas devem agir conforme seus impulsos e suas próprias vontades.

Diante das indefinições e contradições dos grandes mestres do pensamento humano sobre a verdadeira verdade, todos os dias bilhões de pessoas saem de suas casas em busca de sobrevivência sob as suas próprias percepções de verdades, agindo conforme as inclinações de suas próprias naturezas. As exigências das realidades da vida nos compelem diariamente para diante deste dilema. Como compreender e viver a verdade?

Os profetas dos nossos tempos: Os cientistas sociais, músicos, filósofos, poetas, pintores, escritores, denunciam no que se transmutou a humanidade. Gilles Lipovetsky filósofo francês pinta um retrato do homem dos nossos dias o da hipermodernidade descrito como: hedonista, consumista, exagerado, fútil e vazio.

Os homens trazem em sua essência a imago dei (imagem de Deus) impressa em suas almas. Alguns atributos do criador refletidos na criatura como o senso de justiça, porém o ser humano se trai ao trocar a verdade em detrimento de seus interesses próprios e cobiças. Debaixo do véu do cinismo social a inexorável verdade das sociedades ocidentais capitalistas pós-cristã exalam com a mesma intensidade insana e nitiniana  a morte real não de Deus, mas de uma humanidade decadente que está em estado adiantado de deterioração social, The Walking Dead . As decepções experimentadas pelos resultados deixados por duas Grandes Guerras Mundiais, explosões de bombas nucleares milhares de judeus, ciganos, homossexuais, negros foram massacrados. O tráfico de armas, drogas e seres humanos, ataques terroristas, corrupções, desigualdades sociais, fome, epidemias mutantes por manipulações genéticas bacteriológicas e globalizadas, envenenamento de mananciais de água potável, poluição do ar da terra, uso de conservantes em alimentação humana hipercalóricas, extinção e devastação da fauna, flora e o hiper aquecimento global, não assombra o insensível homem “high tech”. As catástrofes são encaradas com indiferença e ironia, pois as perspectivas do homem hipermoderno reduziram-se ao o “aqui e o agora”. A vida não tem tanta motivação para ser vivida, já que ela é encarada como finita e entrelaçada com o terror iminente da violência e da morte, deve ser experimentada intensamente, existir extravagantemente, pois não há tempo a perder e nem o que se perder. Dessa maneira não há grandes expectativas de futuro e as contas são deixadas para as próximas gerações.

O doutrinamento niilista massivo e feroz injetado na alma das pessoas está sob a égide da felicidade materialista que conduz para a coisificação de tudo como objeto de consumo instantâneo. Venderam suas almas e sepultaram suas consciências para permanecerem escravos de seus prazeres. Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza experimentou intensamente seu tempo e denunciou em sua canção Ideologia o homem pós-moderno:
“E as ilusões
Estão todas perdidas
Os meus sonhos
Foram todos vendidos
Tão barato
Que eu nem acredito
Ah! eu nem acredito...
Ideologia!
Eu quero uma pra viver”

O mundo dos homens é uma sociedade vazia, atordoada, apática e indiferente ao seu semelhante. Bipolar emocionalmente que cria sentido no fútil. Os homens são auto adoradores de si mesmos, veneram a estética, o corpo em detrimento da ética, narcisistas, descartáveis, volúveis e hedonistas, tudo se transforma num grande espetáculo em insólitos minutos de inglória. A cultura pós-moderna relativiza verdades colocando os desejos e paixões humanas como referencial de verdade, seu amor-próprio busca a felicidade própria sem precisar do outro é individualista por excelência.

“Não se colhem figos de espinheiros, nem dos abrolhos se vindimam uvas.”   Essa foi a afirmação de Jesus sobe a capacidade do coração humano produzir frutos. A sociedade pós-moderna está refém de si mesma relativizando verdades e colhendo frutos absolutos de suas mentiras. As verdades dos homens estão carregadas de suas próprias tendências, inclinações e paixões, sua essência. É por isso que as verdades dos homens nunca chegarão a um consenso comum ou universal e nem serão absolutos!

Dave Grohl baterista da famosa banda de Seattle, Nirvana, quando soube do suicídio de seu amigo o vocalista Kurt Cobain afirmou: "Às vezes você apenas não pode salvar alguém de si". São milhões de jovens que preferem entregarem-se as suas próprias verdades acreditando que fazendo os desejos e paixões de seus corações estarão no caminho da verdadeira felicidade. Um verdadeiro engano!

Lamentavelmente assistimos a uma humanidade carente de limites e reafirmações de valores, pois ela não está disposta a submeter-se a verdade, são escravos de suas próprias verdades, paixões. Jesus conversando com seu amigo Pedro, afirmou: “as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja”  . Isto foi dito pelo fato da igreja, as pessoas que formam a comunidade cristã estarem atentas aos mais sérios e variados tipos de investidas que sofreriam. Ataques que viriam tanto de fora como de dentro da própria igreja. As advertências sempre foram constantes: “Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos” .
A verdade dita da boca de Cristo tem sido negligenciada pela maioria dos cristãos, pois assim como os que estão fora da igreja, no mundo, preferem calar a verdade de Deus em suas vidas em detrimento de suas próprias verdades. Havia uma igreja na Ásia Menor no primeiro século que tinha sérios problemas com a verdade. Conheciam a verdade de Deus que se aprendia pela Bíblia, mas não praticavam, pelo contrário faziam tudo aquilo que trazia escândalo. Quando a verdade de Cristo é calada no seio da igreja os frutos que brotam dentro das comunidades cristãs são tão fétidos quanto os que estão em qualquer beco da vida. Paulo adverte aos cristãos que sejam como perfume: “Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo”  . Jesus adverte a sermos sal , pois o sal não deixa a carne apodrecer, conserva e dá sabor a vida ao mundo e aos homens. A verdade para que seja de fato exercida é necessário que seja obedecida, pois não existem meias verdades, mas mentiras por completo.
O culto cristão hedonista transformou a igreja num palco, picadeiro de mau gosto com levitas apaixonados em uma adoração extravagante. É por esse fato que a religião evangélica tem crescido assustadoramente no Brasil, pois a igreja contemporânea está semelhante a sociedade que relativiza a verdade em detrimento de seus interesses próprios.

A linda noiva, a igreja de Jesus Cristo, vestida de branco foi empurrada num pântano fétido de ganância e imoralidades, maculada por rufiões, sacerdotes travestidos com animus homicida.

Antes de Kierkegaard, Nietzsche, Sartre entre outros negar a verdade sempre trouxe consequências de morte. Esta triste e velha realidade da essência da alma humana foi exposta por Paulo de Tarso quando afirmou: “estando vós mortos nos vossos delitos e pecados”   e “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça”. Não é de agora que a verdade vem sendo distorcida, pois é da natureza do coração humano. O comportamento de uma sociedade inconsequente e corrompida é reflexo de corações humanos insensibilizados por sua própria natureza pecadora.

Lamentavelmente as verdades relativizadas do mundo são as mesmas que são vividas e buscadas nas igrejas cristãs destes dias.

O teólogo Francis A. Schaffer afirmou: “Eis o grande desastre evangélico: a negligência em defender a verdade como verdade. Há apenas uma palavra para isso: acomodação – a igreja evangélica se acomodou ao espírito mundano desta época”.

Os cristãos hoje estão secularizados, relativistas e hipermordenos abraçaram todos os tipos de distorções da verdade em detrimento do lucro e do poder. O espetáculo instalou-se nas igrejas numa drástica e rápida mudança sob a ideologia mercadológica. A exposição de “curas” “milagres” e “exorcismos” só fazem aumentar o apetite insano do consumismo instantâneo religioso que enriquece charlatões travestidos em cascas pesadas de falsa piedade e nítida hipocrisia religiosa.

Notas:

[1] Ref. ao pensamento do filósofo alemão Friedrich Nietzsche
[2] Série de TV que exibe violência gratuita sob uma perspectiva social humana decadente formada por zumbis.
[3] Lc 6:44b
[4] Mt. 16:18
[5] Mt. 24.24-25
[6] 2ª Co 2:15
[7] Mt 5:13


Bibliografia pesquisada:

Bíblia Sagrada - Revista e Ateualizada
A Era do Vazio - Gilles Lipovetsky
Introdução à Filosofia - Norman L. Geisler
Fundamentos Inabaláveis - Normam Geisler
Sociedade Sem Pecado - John MacArtur
O Aticristo - Friedrich Nietzsche
Filme: Matrix Cap 12

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terça-feira, 5 de março de 2013

O último show

Renato Russo no estádio Mané Garrincha, antes do fatídico show de 1988. Foto: Renato "Barney" Mendonça
Hoje ao ler a matéria: Os anos 1980 fizeram Brasília ser conhecida como a capital do rock no Correio Brasiliense óbviamente lembrei de minha adolescência na capital e de um marco histórico quando existia o estádio Mané Garrincha. Eu e Gim meu irmão( Jorge Viana) chegamos cedo, era umas 14h, num sábado frio e seco comum na capital federal. Ouvimos toda a passagem de som (ensaio) e ficamos eufóricos. Quando os portões se abriram corremos no meio do gramado. Lá estávamos para assisti a maior banda de todos os tempos. Já a noite com poucas músicas cantadas o Renato pára uma das canções e se mete numa briga no meio da galera. A turma começou a vaiar e atirar garrafas e latas ao palco, até que Renato leva uma garrafada caindo ao palco e neste momento começou uma guerra campal. Eu era militar do Exército e sabia da fama da polícia montada de Brasília-DF (Veraneio Vascaina) quando vi os cavalos entrando no gramado do Mané Garrincha puxei o Jorginho e corremos para o alto das arquibancadas, nesse dia a paz não foi cantada.
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domingo, 6 de janeiro de 2013

O Pop Não Poupa ninguém

“Estando Jesus orando à parte, achavam-se presentes os discípulos, a quem perguntou: Quem dizem as multidões que sou eu? Responderam eles: João Batista, mas outros, Elias; e ainda outros dizem que ressurgiu um dos antigos profetas. Mas vós, perguntou ele, quem dizeis que eu sou? Lucas 9.18-20

Em 1981 na Praça de São Pedro no Vaticano, o Papa João Paulo II foi baleado gravemente por um atirador turco que era membro de um grupo militante fascista. Na década de 1990 a banda de rock gaúcha Engenheiros do Hawaii emplacou um grande sucesso com o nome “O Papa é Pop”. É uma crítica de como qualquer assunto até trágico pode render grandes lucros para as grandes mídias. Tudo que é popular ou pop torna-se alvo de consumo, até assuntos bizarros.


“Todo mundo tá revendo
O que nunca foi visto
Todo mundo tá comprando
Os mais vendidos

É qualquer nota,
Qualquer notícia
Páginas em branco,
Fotos coloridas
Qualquer nova,
Qualquer notícia
Qualquer coisa
Que se mova
É um alvo

E ninguém tá salvo...

Todo mundo tá relendo
O que nunca foi lido
Tá na Caras
Tá na capa da revista

O Papa é Pop,
O Papa é Pop!
O Pop não poupa ninguém
O Papa levou um tiro
À queima roupa
O Pop não poupa ninguém
Uma palavra
Na tua camiseta
O planeta na tua cama
Uma palavra escrita a lápis
Eternidades da semana”.

A canção descreve o inacreditável, aquilo que um dia não imaginaríamos que fosse objeto de consumo, porém numa sociedade POP tudo vira produto e serviço. O sagrado é mais um produto no shopping das vaidades humanas, ninguém está salvo! Nessa crítica a pessoa de Jesus Cristo é a mais explorada, mercantilizada e o mais pop, isto é, Jesus assume todos os tipos de formas para o consumo de um exigente mercado de fiéis.

A teologia e as grandes ferramentas da interpretação bíblica (exegese e a hermenêutica) foram trocadas pelo marketing. As interpretações passam antes pelas demandas de consumo e cria-se um novo cardápio de novos cristos.

Jonh Stott em seu livro Ouça o Mundo Ouça o Espírito afirma que: “Durante toda a história da igreja Jesus Cristo tem passado por um processo de repetida crucificação. Ele tem sido açoitado, machucado e trancafiado na prisão de incontáveis sistemas e filosofias. Tratado como um corpo de pensamento, ele geralmente tem sido rebaixado a sepulturas conceptuais e coberto com lápides, a fim de que não possa ressurgir e causar-nos mais problemas... Mas este é o milagre — que dessa sucessão de sepulturas conceptuais Jesus Cristo sempre e sempre ressuscita de novo! Sempre e sempre de novo, a figura de Jesus tem sido terrivelmente amputada... a fim de adaptar-se ao gosto de cada geração".
Esses cristos “Frankenstein” criados pelos homens deforma a fé de muitos que tentam conhecer o verdadeiro Cristo bíblico. Hoje o gosto de freguês é diversificado há: O Jesus pop star, psicólogo (terapeuta), operário, filósofo, comunista, super-herói, professor, mártir, gerente de banco, homem de negócios, homo afetivo e por onde a imaginação dos manipuladores e simpatizantes possa moldá-lo conforme seus interesses.

A pergunta de Jesus é extremamente relevante para os nossos dias! “Mas vós, perguntou ele, quem dizeis que eu sou?” A resposta para esta pergunta é esta: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem”. João 10:27. A igreja é a única quem poderá responder no meio de tantos estereótipos e falsos cristos que foram pulverizados pela grande mídia gospel. Que o verdadeiro Cristo se levante no meio de tanta enganação e manipulação.

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O fim do mundo e a esperança do Natal


"Quero trazer à memória o que me pode dar esperança".
lamentações 
3:21

Está marcada mais uma vez pra o dia 21 de dezembro de 2012 uma viagem sem retorno para toda a humanidade. É o fim do mundo, o apocalipse, a extinção de toda a raça humana. Desta vez o anúncio veio de uma profecia Maia. Para os desesperançados de plantão os “sobrevivencialistas”, um grupo de pessoas pessimistas que estocam grandes quantidades de alimentos, bebem a própria urina e se armaram até aos dentes aguardando o fim de tudo, afirmam que o epílogo ocorrerá através de ameaças externas como: uma colisão da Terra com um planeta chamado “X”, a reversão dos polos da Terra, tempestades solares e até o alinhamento dos planetas. Nada disso irá acontecer pelo menos é o que garante a agência espacial norte americana, responsável pela pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e programas de exploração espacial a Nasa.

As profecias sobre o fim do mundo sempre habitou o imaginário humano e isto se torna mais intenso quando do término de um período ou o consequente declínio de um império ou o encerramento de um ciclo histórico levam as pessoas dentro de suas épocas a um pensamento coletivo comum apocalíptico.

Os fenômenos naturais como: tsunamis, erupções vulcânicas, terremotos, maremotos, períodos de grandes estiagens e enchentes são potencializados com a interferência insensata humana, quando não deveriam aproximar-se ou até construir em áreas de riscos.

A verdadeira profecia que ninguém quer admitir é a morte do homem! Ao contrário das previsões propaladas hoje, o fim do mundo de fato já veio! Pela morte moral de homens de mentes e corações insensíveis a vida. Os sinais são evidentes sobre a eminente extinção da humanidade: A exploração dos seus semelhantes o envenenando e a destruição insana do meio ambiente que superaqueceu o planeta. Mercadejaram suas almas e não aprenderam a conviver com o próximo.

O grande problema do conceito de fim do mundo está na incapacidade humana de uma auto salvação de si mesma! Salvar-se de que, de quem ou do quê? O imaginário coletivo catastrófico é extremamente minimalistas diante das tentativas de fuga de si mesma e dos sofrimentos. O fim da raça humana através de colisões de objetos vindo do espaço é uma tentativa “eutanástica” suicida que para muitos que já estão agonizando a muito tempo e não querem mais sofrer abreviando suas existências de forma instantânea.  Essas previsões apesar de calamitosas são extremamente adequadas para aqueles que estão fugindo dos sofrimentos.

Em toda literatura religiosa há livros profetas e profecias apocalípticas. Para muitas pessoas que não conhecem o livro e o contexto de Apocalipse seu conteúdo é de grande esperança! Não é um livro maldito carregado de figuras de linguagem desconexas e de maldições. 


Lamentavelmente há muitos cristãos que embarcaram nesta desesperança coletiva secular e já estão agonizando nesta vida acreditando de forma equivocada que Jesus Cristo deve voltar o mais rápido possível para retirá-los dos sofrimentos que estão passando ou que Deus venha vingar-lhes suas causas materialistas.

Hoje o pensamento comum do homem ocidental, místico, supersticioso, pós-cristão e pós-moderno evidencia a condição da natureza de sua incapacidade total de auto salvar-se que seja de fatos alheios ao seu controle e a sua condição de morte espiritual e moral que se reflete numa sociedade global que cultiva o efêmero, os excessos e as paixões de um coração vazio de princípios, valores e sentido. Depois de séculos de sacrifícios, altruísmo, obediência e recompensas estamos num tempo de valorização dos desejos, de liberação dos prazeres.

O fim do mundo é mais grave pelo fato da solução ser tão óbvia próxima e possível, mas as pessoas não querem mover-se nesta direção pela comodidade do individualismo narcisista que matou o pensamento altruísta do coletivo. Uma sociedade que “evoluiu tecnologicamente”, mas que não abre mão de seu conforto hedonista e não estão dispostos a solucionar, pois preferem perder tudo a dividir com o próximo.

O fim do mundo é caminhar na contra mão da natureza das coisas, o óbvio, como: Buscar vidas em outros planetas a amar o semelhante como a si mesmo, gastar bilhões de dólares na indústria bélica a investir em pesquisas em novas vacinas, aplicar tempo e erário em naves espaciais e fugir do ÚNICO planeta que tem todas as condições que nos garantam vida. Não estamos dispostos a arrumar esta casa chamada Terra é melhor elucubrar com as demências dos homens mortos e explodi-la, eliminá-la, pois nos tornamos incapazes e indignos de cuidarmos deste lindo planeta azul.

Diante das desesperanças das profecias humanas e da natureza do coração vazio, veio a nós o Salvador encarnado em forma humana para fazer nascer em nossos corações vida que é eterna. Nós nos alegramos e celebramos o Natal que é o nascimento de Jesus a esperança do pecador que olha com simplicidade o amor gracioso de Deus e recebe em sua vida a dádiva da salvação pelo sacrifício e méritos do Senhor Jesus. O nascimento de Jesus Cristo é o nascimento da esperança de um mundo caído que será restaurará através da vinda do Reino de Deus através de seu povo. Este planeta não será aniquilado como os falsos profetas anunciam, pois será restaurado pelo supremo Criador e pelos corações transformados pela maravilhosa Graça.


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domingo, 7 de outubro de 2012

O urgente e o importante


Nesses dias tão estranhos, hoje, tudo se torna urgente menos o importante! O ritmo frenético dos nossos dias pulsa no bolso e compele os corações que afligem as consciências e desembocam num senso de preocupação permanente. As agendas das pessoas estão atulhadas de compromissos que esconde um abismo intransponível de um vazio de sentido existencial que não permite o mínimo de espaço se quer para o essencial só para o urgente.

A correria do dia a dia cria hábitos de soluções instantâneas que aliena e manipula as pessoas. São atitudes de uma crença mágica de uma vivência ilusória aonde tudo aparentemente se resolve imediatamente. É só abrir um pacote de um produto efervescente, pronto! Resolveu.

Os entretenimentos são modalidades modernas que consomem o tempo precioso e que esvai instantes de vida com o que não é importante transformando tudo na vida em urgências.
                                                                                                                
Em um mundo que foi acondicionado a consumir dejetos visuais e auditivos não se consegue conviver com o silêncio, a meditação e a reflexão, isso agride aos ouvidos adequados com ruídos e luzes frenéticas. A agitação se impõe ditatorialmente sobre os espaços da reflexão. Refletir e pensar lançam os seres humanos num ambiente desafiador. O tempo para a reflexão hoje traz culpabilidade sobre as consciências num mundo utilitarista e pragmático.

“A ordem dos fatores altera o resultado do pensamento” pelo fato de como compreendemos o significado do urgente diante do importante. Como priorizamos o essencial em detrimento do urgente.  
                                                                                                              
A cada amanhecer executamos rotineiramente frias atividades esquecendo-nos de nós mesmo e dos semelhantes que estão ao nosso redor nos amando, acreditamos religiosamente que construiremos o edifício do nosso “ser” pelas vias daquilo que temos ou adquirimos. Ser pelo que possuímos e para isso muitos negociam suas almas nos mercados da vida parcelando mensalmente suas horas de trabalho sacrificando sua convivência familiar e com Deus. Não sobra tempo para olhar nos olhos daqueles que amamos e os entregamos a estranhos que acreditamos que amará e cuidará melhor do que nós. Terceirizamos nossos sentimentos, delegamos ao estranho nossos filhos e família com a desculpa de que o que fazemos será o melhor para todos.

A legião de ansiosos aumenta a cada dia rendendo-se as suas agendas invertidas de valores. Trocaram o essencial pelo urgente tornando-se escravas de seus compromissos inadiáveis que na realidade nunca existiram. O essencial só é desvendado quando o urgente se dissipa como fumaça nas vicissitudes da vida.

Nossas vidas reduziram-se aos: “express”, “automático”, “online”, “fast”, “smart”, “self”, e “descartável”, onde banalizamos o essencial e priorizamos o irrelevante. São dias de incomuns e contraditórios valores de vida. Para uma geração que hiper valoriza as experiências emocionais não consegue compreende o valor das percepções mais básicas e fundamentais que se possa provar.

O moderno cristianismo não sabe mais o sentido da oração e da meditação. As novas gerações de cristãos carregados da “cultura do urgente” não compreendem e ainda não adquiriu o hábito correto da oração, meditação e reflexão. A meditação cristã não é supersticiosa, mística, mágica e nem instantânea.  Adquire-se com práticas diárias da leitura de fartas porções da Bíblia e a disposição de momentos de quietude em oração e reflexão. A impaciência das pessoas que participam dos modernos cultos não permite momentos de orações reflexões sobre a vida, pois o silêncio atrapalha o culto aos homens.

A sociedade “expresss” impõe às pessoas a urgência religiosa onde a paciência e a obediência são assolados constantemente, pois as pessoas foram acondicionadas e uma resolução dos seus problemas com os “abra cadabras”. A vida tecnológica induz a uma falsa realização de sonhos e desejos. As dificuldades da vida não se resolvem com uma ligação de um “smartphone” ou por um acesso aos Google, enviando mensagens para a “oração MSN” ou ao apertar o uma tecla do controle remoto as realidades são mudadas instantaneamente. A cultura “online” tapou a visão correta da realidade e as pessoas não querem aprender com o sofrimento tornando-se para sempre um Peter Pan, onde nunca crescem nem amadurecem e assim, tornam-se intolerantes, infantis, egoístas, esquisitas, bizarras e medonhas, pois não conseguem conviver na companhia do próximo.

A herança da sociedade “fast”, “smart” e “self” é envelhecer com uma boa aposentadoria na maior das solidões.

“Quando nossos sentimentos (o amor) não são tratados como essenciais se tornam mais um assunto das agendas atulhadas das urgências. Perde seu propósito resultando numa amarga e imperiosa obrigação a se cumprir”.

O dia de hoje deve ser tratado com a máxima importância e consciência, pois “o tempo não para” e a vida deve ser experimentada, sentida, vivida, percebida. Busquemos a sensibilidade da vida que vivemos. Puxe o feio de mão de suas rotinas e reavalie, não feche os olhos diante da sua vida e não permita que você se torne um covarde escravo e omisso com a maior bênção que você recebeu a sua vida.

Não somos vítimas, e precisamos cuidar de nossa natureza para não nos tornamos reféns de nossas paixões. 
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domingo, 30 de setembro de 2012

A Urna Corrompida


É muito comum ouvir pessoas afirmarem que não discutem sobre política e muito menos sobre religião o grande problema está na prática, pois não existe ninguém nulo ou isento de ideologias políticas ou crenças religiosas por mais que fujamos do confronto não há como negar essas realidades querendo ou não sempre decidimos ou cremos em algo a respeito sobre estes temas.


A omissão é um comportamento que reflete uma tentativa desesperada de fuga que somente prorroga o óbvio, isto é, mais cedo ou mais tarde teremos que enfrentar nossas consciências sobre temas tão relevantes e que interferem diretamente no dia a dia na vida de cada cidadão.

Temos o costume de ficarmos em nossas trincheiras confortavelmente atirando contra tudo e contra todos que estão dentro das estruturas do Estado (governo municipal, estadual e União).

Não existe maior pena que possamos experimentar quando o voto que depositamos nas urnas nos torna reféns de nós mesmos e ficamos presos num Estado inerte e incompetente.

Nas rodas de conversas geralmente não falta as críticas políticas, pois é um costume dos brasileiros achar um político para “malhar o judas” e começar a falar como ébrios culpando tudo o que acontece e dando como por única responsabilidade aquele que a anos está no ofício de corrupto pela confirmação de seus eleitores corruptos.

A corrupção das urnas tem cara, seus efeitos mais nefastos estão sobre a vida de todo cidadão, com a face dos discursos megalomaníacos de promessas prevaricadas e que respinga sangue inocente em políticas de segurança públicas desleixadas, superfaturamentos das ambições de agentes públicos que matam, furtam e destrói a esperança que nasce todos os dias e que deveria caminhar para as escolas, porém foi  trancafiado o futuro deste país na construção de presídios.

Percebemos claramente que as omissões das escolhas dos eleitores são decididas no dia a dia nos hospitais em que um médico deverá optar em quem deve viver ou não por falta de leitos e medicações ou nas escolas que se transformam em depósitos e ringues de crianças. Estamos a uma semana de nosso exercício político diante das urnas para mais tarde experimentá-la diante de em um leito de hospital, se houver, numa fila para matrícula de seu filho na escola, se houver vaga ou diante da delegacia, se houver.

Nestes dias que antecedem as eleições municipais o povo é elevado como honesto e idôneo. Um político pode se corromper, mas votar em um corrupto político é prova sumária de como o povo pode ser tão pervertido quanto aquele que os governa.
                                                                                                                                                
O mundo não foi criado corrompido, porém a corrupção é um dos males que envenena as relações e que deve ser varrida de nossas vidas diariamente, assim como lavamos nossas roupas ou nos asseamos devemos exercitar nossas consciências com princípios elevados para que não nos rendamos a nossa própria natureza corrupta. 

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Você entende o que canta?

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