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Entre a cruz e os escombros: o luto seletivo do nosso tempo

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  Hoje é sexta-feira da Paixão. No calendário do mundo cristianizado, este é o dia mais propício à reflexão sobre a morte. É o dia em que Cristo, uma das pessoas da Trindade, se entrega voluntariamente aos sofrimentos da cruz, assumindo a dor para oferecer redenção àqueles que creem em seu sacrifício. Sua trajetória da manjedoura à cruz já anunciava, desde o início, a sombra da morte: ainda recém-nascido, recebe dos magos do Oriente presentes que carregam o presságio fúnebre de sua missão.   A sexta-feira da Paixão nos convoca a falar do sacrifício, das mortes, dos mortos e dos engenhos humanos de extermínio. Este texto não pretende ser melodramático, tampouco ingênuo. É, antes, uma tentativa de romper o silêncio conveniente de quem escolhe não ver. Porque, enquanto se encena a dor sagrada, há uma dor concreta que se repete todos os dias: crianças massacradas, esquartejadas em vida, exterminadas; órfãos que vagueiam entre ruínas, recolhendo restos de pão, de memória, de afeto ...

A Pandemia na Pandemia

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  @sandromviana - Natal-RN 27.08.20   Assistimos abismados o desnudamento da alma humana dentro da pandemia. Negacionismo, mentiras, manipulações, teorias das conspirações, desvio de verbas para a compra de respiradores, subutilização dos hospitais de campanha. Antes da pandemia da COVID-19 assistíamos nos filmes apocalípticos de Hollywood uma humanidade que depois de muito desentendimentos se unia para lutar contra o seu inimigo comum, mas o mundo real não foi bem assim.   O cristianismo contemporâneo tem mostrado que está profundamente contaminado: Sem ar e com sufocamento espiritual, morre aos poucos sem oxigenar o seu próprio corpo com o único meio de sobrevivência deixado por Cristo o Evangelho.   Perdeu o paladar pela vida pela simplicidade. A igreja contemporânea que era sal se tornou areia onde as pessoas pisam, pois é insípida, sem sabor, sem gosto, sem graça, repetitiva monótona, fútil, superficial e interesseira. A COVID espiritual que se abate...

Pretérito Imperfeito

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Pensávamos que nunca fosse, mas você voou como um pássaro que sai da gaiola em direção ao límpido e profundo azul celeste; Hoje a fronteira que ousamos atravessar entre o presente e o pretérito imperfeito são transpostos pelas mais tenras lembranças que nos leva a construir uma grande colcha de retalhos de lembranças junto aos amigos que nos deixastes por herança; Sua ausência nos trouxe a triste sensação de uma história inacabada, mas a nossa recusa a fatídica realidade do tempo pretérito imperfeito é em vão; Queríamos o tempo “presente eterno”, mas ficamos somente com o volátil pretérito imperfeito, pois a cada dia que passa tudo se resumirá no pretérito perfeito! Rev. Sandro M. Viana Em memória a uma grande amiga e ovelha Tia Jane (Jane Maria Medeiros) em 17/09/2013 Pretérito Imperfeito de Sandro Mariano Viana é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada . Baseado no trabalho em http://www.sandroviana.com/2013/...

Aperfeiçoando o coração

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Na sociedade da informação onde dados tentam transformar-se em informações o que de fato não acontece é a informação criar sábios humanos. A incansável busca pelo aperfeiçoamento o conhecimento profissional não tem construído bons cidadãos. Temos especialistas são ótimos médicos, professores, engenheiros, funcionários públicos, porém ainda não cons eguimos experimentar uma convivência social mais humana. Há cursos profissionalizantes, MBA’s, pós, mestrados, idiomas, informática, etc., mas para o coração não há investimentos de melhorias para a alma humana. Melhora o currículo, mas não melhora a personalidade o caráter. A sociedade tecnológica domina os mais sofisticados teoremas matemáticos as mais engenhosas teorias filosóficas, fascinantes correntes da psicologia e as mais extraordinárias técnicas cirúrgicas e pessoalmente há um viver em tamanha e solitária ignorância pessoal. A inabilidade de conviver como humano! Não diferente das correrias do profissionalismo do dia-a-...

Recall de Corações

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“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” Ef. 2.1 Recall é uma palavrinha do inglês que significa "chamar de volta", "chamamento". Hoje quando um produto apresenta defeitos de fabricação os proprietários são avisados a retornarem aos fabricantes para efetuarem trocas de peças defeituosas ou de todo o produto. No livro de Gênesis, Deus criou o mundo e tudo o que nele há. Criou perfeitamente sem a presença do pecado sem defeitos. Criou o homem com características especiais de escolhas e livre-arbítrio. Como parte integrante dessa grandiosa obra o colocou como mordomo. Um homem perfeito sem pecados no uso pleno de sua liberdade de fazer escolhas, porém em uma escolha terrível optou pelos seus próprios conselhos e assim abandonou as suas consequências foi de abandono a Deus. Este é o relato da maior tragédia da história humana, a entrada do pecado e toda a sua corrupção na vida dos seres humanos e em toda a criação.  Essa escolh...

O último show

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Renato Russo no estádio Mané Garrincha, antes do fatídico show de 1988. Foto: Renato "Barney" Mendonça Hoje ao ler a matéria: Os anos 1980 fizeram Brasília ser conhecida como a capital do rock no Correio Brasiliense óbviamente lembrei de minha adolescência na capital e de um marco histórico quando existia o estádio Mané Garrincha. Eu e Gim meu irmão( Jorge Viana) chegamos cedo, era umas 14h, num sábado frio e seco comum na capital federal. Ouvimos toda a passagem de som (ensaio) e ficamos eufóricos. Quando os portões se abriram corremos no meio do gramado. Lá estávamos para assisti a maior banda de todos os tempos. Já a noite com poucas músicas cantadas o Renato pára uma das canções e se mete numa briga no meio da galera. A turma começou a vaiar e atirar garrafas e latas ao palco, até que Renato leva uma garrafada caindo ao palco e neste momento começou uma guerra campal. Eu era militar do Exército e sabia da fama da polícia montada de Brasília-DF (Veraneio Vascaina) q...

Mãe

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Janela que acolhe Terra que recebe Berço que gera Porta de alcance Chão do saber Mesa de ofertas Saguão de ingresso Caminho evidente Espelho refletido Cozinha que comunga Estrada que liga Fogão que alimenta Quarto que guarda Rota que converge Cama que consola Sala que regozija Senda que alegra Tanque que sustenta Somos o que nossas mães geraram em nós.  Sandro M. Viana - 12/05/2012 O trabalho Mãe de http://www.sandroviana.com/2012/05/mae.html foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada . Com base no trabalho disponível em www.sandroviana.com . Podem estar disponíveis autorizações adicionais ao âmbito desta licença em http://www.sandroviana.com/2012/05/mae.html .