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quinta-feira, 5 de março de 2015

Você entende o que canta?

"Música para compor o ambiente
Música para escovar o dente
Música para fazer chover
Música para ninar nenê
Música para tocar novela
Música de passarela
Música para vestir veludo
Música pra surdo-mudo"

Antigamente ouvíamos música para entender! Você tinha que compreender para cantar não se cantava ou ouvia-se qualquer coisa. Na estrofe da canção: Música para ouvir de Arnaldo Antunes dá uma dimensão como isso funciona.

Culturalmente o Mundo passa por uma das piores crises nas artes, isto ocorre em todas as áreas culturais: Na literária, pintura, música e cinematográfica. Quando comparamos a engenhosidade e a inventividade dos pioneiros, nos chocados como homens sem recursos computacionais e com pouquíssimos recursos financeiros produziram obras inspirativas. São os pais de tudo o que temos. A arte era um meio de estimular, provocar a criatividade tinha uma mensagem um sentido era questionadora mesmo sem um aparato tecnológico sofisticado e grandioso, sem estúdios de gravações.

A cultura POP mundial contemporânea comprando-se aos primórdios tudo não passa de um engodo mercadológico ilógico requentado de cópias mal feitas desalmada. Como dizia o velho palhaço Chacrinha: “nada se cria tudo se copia!” O gosto dos clientes  exigem uma cultura instantânea de massa sem muita reflexão ou esmero intelectual. No tocante as músicas quando não possuem apelo sexual tanto em suas letras como em suas coreografias são ritmadas com frases pobres e curtas que grudam no subconsciente e insiste em não sair.

Esse vírus também atingiu a adoração dentro das igrejas.

Uma das árduas tarefas pastorais é orientar as pessoas sobre como deve ser a adoração bíblica. As músicas de adoração devem levar a igreja a adorar a Jesus o Cristo. Jesus deve ser exaltado, adorado por sua obra, pelo seu sacrifício, amor, compaixão, perdão, pela remissão de nossos pecados, pela vida eterna, pela reconciliação ao Pai, pela paz que nos trouxe.

Quanto a parte que nos cabe as músicas cantadas para o Senhor devem nos conscientizar de que somos pecadores arrependidos, que não podemos fazer nada sem a direção de Deus, que estamos unidos ao nosso semelhante e Nele, que somos servos e vivemos para servir, que somos pecadores que lutam contra o pecado.

As músicas cantadas na igreja devem possuir base bíblica, isto é se não forem trechos, histórias ou citações da Bíblia, pelo menos devem ter princípios explícitos da Palavra.
O baixo padrão musical secular trouxe também um baixo nível de compreensão de adoração pelo fato de que a indústria de música religiosa exerce forte influencia sobre as igrejas. Ex: Som Livre e seus artistas gospeis.

Músicas comerciais religiosas narcisistas com ênfase somente no(s) cantor(es) e excessivo individualismo onde o “EU” está centrado no trono do próprio coração. Jesus é somente pretexto para chamar a atenção dos desavisados.  

Há muitas músicas chamadas: “do mundo” que são muito mais edificantes, inteligentes e brilhantes que as de baixa qualidade criativa poética assim como a árida falta de base bíblica que são produzidas em escala industrial para serem entoadas dentro da religião. Claro que no momento da adoração comunitária não cantaremos canções de Djavan, pois o ilustre poeta não as fez para esses propósitos.  

O conteúdo das músicas de adoração deve ser: O amor de Deus, o resgate do pecador através da salvação em Jesus, a cruz de Cristo. Há músicas religiosas que são verdadeiros tratamento psicológico e que são cantadas repetidamente até as pessoas entrarem em um transe ou desabarem em lágrimas onde os problemas pessoais ou da humanidade são tema recorrentes. Não falam nem ao menos da salvação em cristo tornando o culto numa catarse coletiva.

As músicas de barganhas e triunfalistas são aqueles onde as pessoas confessam vitórias sem terem nenhuma disposição de lutarem contra o pecado não querem trabalhar e nem estudar, mas ficam anunciando que Deus lhes dará tal benção. O que devemos cantar é a Graça o arrependimento o quebrantamento do coração.

Os ministérios de louvor possuem uma responsabilidade em ensinar, conduzir com toda humildade e adorar junto com a igreja, os microfones não devem estar nem alto e muito menos altíssimo. O que deve está em alta é a comunhão sincera, verdadeira com Deus.

Sabemos que esse ministério não é fácil, pois precisam escolher filtrar os lixos mesmo que sejam músicas da moda que toca na igreja tal. O que nos escandaliza é saber que hoje há uma indústria milionária e poderosa que todos os meses lançam novos CDs evangélicos.  

Fazer o que agrada a Deus nem sempre agradará aos homens, mas como pai que sou não posso fazer todos os gostos de minha filha. Ensinar com paciência sempre é o segredo do ministério pastoral. Levar o povo a compreender que a adoração consciente com sinceridade, quebrantamento de coração, arrependimento agrada ao Senhor.  

“O sacrifício aceitável a Deus é o espírito quebrantado; ao coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”. Salmo 51:17

Rev. Sandro M. Viana (Natal-RN 05/03/2015)



sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A ditadura das ditaduras

Guerras e rumores de golpes em países subdesenvolvidos democraticamente fragilizados por governos corruptos tornou-se tão corriqueiro que já insensibilizou a alma humana.

As modalidades de imposições ideológicas e culturais são vividas de forma velada no contexto desses dias. São regrar implícitas que empurram milhões de pessoas a comportamentos bizarros tudo em nome de certas imposições sociais.

Os dias extremos que vivemos mostra como anda a alma humana. Todos os tipos de ditaduras se instalaram ideologicamente entrincheiradas justamente naquilo que acreditamos ou chamamos de democracia do consumo.

A ditadura da beleza impõe uma cruel regra pelos padrões globais atuais de perfeição, são corpos alterados por cirurgias estéticas que exaustivamente são exercitados por horas e horas em academias seguindo uma rígida dieta alimentar. A ditadura da beleza que trás um eterno e insaciável descontentamento de si mesmo deixaria Narciso constrangido com tamanha autoidolatria.  Nessa ditadura é proibido adoecer, engordar, envelhecer e muito menos morrer!

Há a ditadura da felicidade que é a busca incansável por pessoas ou ocasiões (condições) que tornem as pessoas felizes a qualquer custo; “O the end” dos contos de fadas que depois de duas horas de filme ou assistindo um ano capítulo após capitulo de uma telenovela terminam obrigatoriamente felizes para sempre. Nessa ditadura é proibido entristecer-se, aceitar o que é e quem somos.

Há a ditadura da super espiritualidade que é busca doentia pelo transcendente e místico viver pela perfeição de modelos rígidos religiosos que utiliza exaustivamente do marketing religioso com o propósito de vender produtos e serviços na tentativa de trazer equilíbrio e paz de espírito para os mais abastados e a ilusória realização material para aqueles que penam em suas duras realidades de escassez. Essa é uma das mais cruéis ditaduras que tenta justificar a esquizofrênica e desiquilibrada compreensão de fé através de uma existência carregada e pesada de compreensões minimalistas no ofício sacerdotal de líderes manipuladores que lança mão de inúmeras superstições acreditando serem maiores e melhores que seus semelhantes. Aqueles que nessa modalidade acreditam que recebem de Deus mensagens exclusivas via SMS, Facebook, Whatsapps espirituais colocando-se como mediadores ou messias (ditadores) com “power” poderes exclusivos que arrastam legiões de seguidores tietes (ou fãs). Nessa ditadura é proibido chorar, perder, adoecer, assumir, confessar, ser.

A vida em alto desempenho quantificou tudo para além do suportável para além do normal para além do humano tudo é: over, super, mega, giga, tera. As ditaduras reafirmam a estupidez cristalizando a ignorância onde pessoas perdem suas vidas em clinicas de estéticas, onde miríades busca satisfação própria almejando a sua deificação através de aditivos (drogas). 

As experiências estão acima da reflexão os sentidos estão acima do pensamento e a fé torna-se escravizada pelas compulsões apaixonadas. As propagandas despejam constantemente valores de uma sociedade que nega a humanidade a velhice e o fim da vida (a morte).
A catequização da mídia incansavelmente expõem seus produtos como solução pela felicidade instantânea através do consumo exagerado de álcool porém advertido hipocritamente com moderação ou a licenciosidade com proteção (preservativos). Tudo é resolvido com uma pomada, uma pastilha, um efervescente, um band-aid, remedinhos ou um truque mesmo que por alguns minutos os sonhos se satisfaçam. Essa coisificação chega na compreensão da fé cristã onde tudo deve ser resolvido pagando um alto pedágio através rituais de pajelanças, mandingas e apetrechos (amuletos).

A desumanização das pessoas que segmentam a vida e transformam seus corpos em partes cobiçadas criando fetiches que acorrenta almas já infectou há muito todas as áreas da sociedade pós-moderna.

Um retorno a humanização está nas palavras de Cristo:  “E nenhum de vocês pode encompridar (aumentar um segundo no relógio da sua existência) a sua vida, por mais que se preocupe com isso”. Mateus 6.27

Fomos chamados para viver a vida como somos em simplicidade sem remendos que tentam tapar o que ou quem realmente é, sem aditivos ou turbinas, sem (d)efeitos especiais que ofusque quem está por trás das inúmeras camadas de maquiagens ou por debaixo das armaduras de vestes caríssimas de etiquetas e grifes de renomes que falsamente criam uma personalidade em gente sem caráter.

As ditaturas não são mais que imposições que dão sentido entretendo por um curto período a uma existência vazia, pois para o metabolismo das células o tempo não para e continuam envelhecendo e falhando (doenças).

Precisamos assumir quem de fato somos! Ou então buscaremos aditivos para tentar turbinar o que não há mais, alma! Cazuza já afirmava:
“Eu vou pagar a conta do analista
Pra nunca mais ter que saber quem eu sou”. 



Rev. Sandro M. Viana (Primavera de 2014 - Natal/RN) 




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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

O Caricato Sagrado

"Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo". Hebreus 1.1-2 (RA)
Afirmar que a Bíblia é única regra de fé e prática é crer e viver somente por seus ensinos a ponto de não precisamos de nenhum elemento extra que venha complementá-la. Ela é única, suficiente e infalível para garantir a sobrevivência da fé dos cristãos! A Bíblia é referencial que está acima de qualquer crendice ou fenômeno místico supersticioso não necessitando mais de novas revelações, profecias e sonhos.

É importante lembrar que não somos como Moisés, Daniel, os profetas Paulo, Pedro os apóstolos e os todos que escreveram a Bíblia, pois estes foram inspirados. Deus neste período falava através de sonhos ou diretamente em seus corações, pois a revelação estava sendo progressivamente anunciada.
O espírito Santo mora em nós e por isso hoje somos iluminados e compreendemos a Bíblia através de sua ação.

Os novos convertidos que adentram as igrejas estão carregados de superstições e estruturas religiosas que estão arraigadas por décadas em seus Corações. Possuem uma boa intenção e vontade de trabalhar, mas é necessário caminhar junto para aprenderem a orar, estudar e crer na Bíblia deixando de lado todo e qualquer suporte que não seja as Sagradas Escrituras.

Acredito que o misticismo dos cristãos que arrombou as portas das igrejas evangélicas causando vergonha e estranheza em vídeos bizarros e hilários postados nas redes sociais ocorre pela ignorância, desconhecimento dos princípios mais básicos da fé cristã. A banda cristã Palavra Antiga já denuncia:

“É que o sagrado se tornou hilário
...
E agora tanto faz o que é sagrado
Nada importa se isso tudo não for antes santificado
Bem no interior do meu peito deserto”.
  
A vergonha cristã dos nossos dias que desacredita a mensagem da Graça é justamente vinda de dentro da própria igreja! 

Sola Scriptura! 
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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A parábola do bom palestino

Um importante e fervoroso sacerdote mestre da Lei se levantou e, querendo encontrar alguma prova contra Jesus, perguntou: 

“Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna?” 

Jesus respondeu: “O que é que as Escrituras Sagradas dizem a respeito disso? E como é que você entende o que elas dizem?”

O sacerdote respondeu: “Ame a Deus, com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças e com toda a mente. E ame o seu próximo como você ama a você mesmo.” 

“A sua resposta está certa!” — disse Jesus. — “Faça isso e você viverá”. 

Porém o mestre da Lei, querendo justificar-se, perguntou: “Mas quem é o meu próximo?” 

Jesus respondeu assim:

Após uma semana árdua de trabalho humanitário numa escola em Jerusalém um homem (judeu) indo a caminho para sua casa na Faixa de Gaza foi furtivamente alvejado por estilhaços de concreto de um prédio atingido por um míssil lançado de um avião supersônico israelense.

Na correria do resgate a crianças e mulheres o homem ficou esquecido debaixo de lajes e escombros gemendo com seu corpo dilacerado e ensanguentado por horas esperando ajuda. Passa por perto daquele moribundo um aparamentado importante sacerdote que descia por aquele caminho, vinha do templo quando ouviu e viu o homem agonizando, fingiu atender o celular e passou pelo outro lado da estrada não querendo sujar sua indumentária. Também passou por ali um premiadíssimo cantor pop religioso. Olhou e também foi embora pelo outro lado da estrada. Mas um palestino que estava viajando por aquele caminho chegou escutou o gemido. Quando viu o homem, teve grande misericórdia dele. Então se aproximou dele e cavando com a mão retirou pesados escombros e limpou os seus ferimentos em seguida o enfaixou. Depois disso, o palestino colocou-o na sua caminhonete e o levou para um hospital em Hebron, onde foi internado em estado grave. No dia seguinte, o palestino pagou o hospital particular com seu cartão de crédito com uma semana antecipada aquele desconhecido, dizendo aos médicos: — Tome conta dele. Quando eu passar por aqui na volta, pagarei o que vocês gastarem a mais com ele.

Então Jesus perguntou ao mestre da Lei: — "Em sua opinião, qual desses três foi o próximo do homem ferido?"  “Aquele que o socorreu!” — respondeu o mestre da Lei.

 E Jesus disse: “Pois vá e faça a mesma coisa”.

Parabolando por Rev. Sandro M. Viana. Evangelho de Lucas Cap. 10:25-37 Licença Creative Commons
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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Copo com água

Sempre fui reconhecido como um otimista e idealista tanto pelos meus amigos como pela minha família. O manjado ditado copo com metade de água sempre olhei a metade com água mesmo sabendo que a outra metade denuncia as nossas deficiências sociais ausência do Estado e incapacidades de cumprir nosso papel como cidadãos brasileiros.

Digo isso pelos movimentos violentos que se instalaram em nosso país antes da copa e das olimpíadas.
Vemos nitidamente uma dívida social que se empurrou durantes séculos de corrupções e desmandos dos poderosos. Hoje precisamos urgentemente nos comportarmos como uma nação desenvolvida como se tivéssemos um povo com acesso a escolas de qualidade, hospitais de primeiro Mundo e segurança nova-iorquina. Tudo para inglês, alemães, italianos, mexicanos, africanos ver menos para nós mesmos!

Nas décadas anteriores o brasileiro era considerado como “bonzinho” pacato e passivo o grande problema é que as novas gerações não são tão criticas como deveriam ser, mas são violentas e agressivas. Às vésperas do grande evento da copa do Mundo com certeza assistiremos o que foi plantado dentro do coração dos brasileiros como: educação, cordialidade, simpatia, segurança e receptividade.

O sentimentalismo patriótico está sendo destilado nas vitrines das lojas. Sentimento que nasce nas poderosas empresas de calçados materiais esportivos, empresas fabricantes de eletrodomésticos como TV’s , etc.

O patriotismo brasileiro o amor a pátria está do outro lado da margem da pratica diária de nossas vidas. Haverá toda uma nação chorando diante das TV's novinhas em folha no momento da execução do hino, mas não nos sensibilizamos e nem somos patriotas na nossa prática de vida! Não somos a melhor seleção Mundo como cidadãos. Somos uma das nações mais corruptas com os piores índices de educação, com a maior população carcerária do Mundo, maior índice de mortes no trânsito e entre jovens, desigualdades mortais. Nossa simples conduta diária realmente nos faz chorar de vergonha quando assistimos passivamente pessoas furando filas, burlando imposto de renda, colando em provas e concursos. Somos reconhecidos internacionalmente como o país do samba e das mulheres em roupas sumárias.  Quando que vamos acordar para a cidadania? Às vésperas da Copa o que mais poderemos testemunhar?  Não me esqueci da metade do copo vazio, mas a outra metade tem que aguar a terra seca para brotar novos rebentos de esperança e matar as sedes de justiça e que esta água possa encher o restante copo que ainda está pela metade.


Rev. Sandro M. Viana

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domingo, 9 de março de 2014

Mamom ou Cristo?


Indo Jesus debaixo de um escaldante sol num empoeirado caminho para celebrar a páscoa no morro do Alemão juntamente com seus amigos discípulos é parado com uma buzinada de uma luxuosa Range Rover Vogue. Dentro da pick-up está um brilhante e talentoso jovem que estudara Economia na USP mestrando em Harvard. Filho de uma tradicional, ortodoxa e conservadora família religiosa de usineiros, sempre se achou o centro das atenções acreditando que tudo orbitara ao seu redor. Em seu alinhado terno Armani fio 180 o seu Iphone não parava de tocar, pois sua agenda de compromissos era superlotada. Ao aproximar-se de Jesus diminui o som do rádio, abaixa o vidro e de dentro do veículo pergunta:

“Mestre, que farei de bom para ter a vida eterna?”

Jesus no meio da poeira levantada pela freada do carro responde: 

“Por que você me pergunta sobre o que é bom? Há somente um que é bom! Se você quer entrar na vida, obedeça aos mandamentos”. 

“Quais?”, perguntou o jovem.

Jesus respondeu:

“Não mate ninguém, não adultere, não furte, não minta, ame seus pais a ponto de honrá-los” e “Ame o seu próximo como a você mesmo”.

O jovem seguro de si mesmo num sorriso de comercial de pasta de dentes abaixa seus óculos Louis Vuitton e diz:

“A tudo isso tenho obedecido. Sou o primogênito herdeiro de uma tradicional família onde há sacerdotes e desde criança sou um assíduo cumpridor de toda a tradição da minha religião. Viajei o mundo todo! O que me falta ainda?” 

Disse-lhe Jesus:

"Se queres ser perfeito, vai, desapega e vende tudo o que tens no Mercado Livre, OLX ou Bom Negócio ponto com, e divulgue para seus amigos no Facebook e Twitter um vídeo beneficente no Youtube que você está me servindo numa comunidade dando aulas de reforço e violão em uma ONG pra adolescentes infratores e necessitados na Baixada, assim desprovido de si mesmo, gastando toda a sua brilhante inteligência, saúde e tempo servindo ao próximo terá um tesouro no céu!"  

O jovem ao ouvir as palavras de Cristo, acelerou ruidosamente o carro e retirou-se triste; porque possuía muitos bens.

Rev. Sandro Mariano Viana
Parnamirim/RN

Adaptado do texto de Mateus 19.16-22 da Nova Versão Internacional (NVI). 

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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Violências um Batismo de Sangue

Acompanhar as notícias nos telejornais é como abrir um prontuário de autópsias de horrores! O grande tema em voga são as violências. Temos a certeza que há algo no mundo em que vivemos que é desumano! A lista de crimes praticados pelas pessoas a cada dia aumenta e se torna mais especializada com requintes de execuções. O desgoverno dos governos mundiais e a certeza do desamparo das estruturas institucionais colocam os cidadãos em um estado de espírito beligerante. O grande clamor social destes dias é a autotutela, isto é, a forma mais primitiva de saciar o desejo de vingança com as próprias mãos! O derramamento de sangue humano serve de combustível para inflamar as explosões de ódio e insanidade.

A dura verdade da realidade social de nossos dias é testemunhada pela crescente e vertiginosa evolução tecnológica que tem como fim principal atender aos anseios mais animalescos da vaidosa natureza humana, isto é, uma sociedade que cada vez mais vive em função da satisfação e da busca por prazeres. Proporcionalmente a evolução tecnológica a degradação moral das pessoas nos causa um assombro. O escritor bíblico Paulo afirmava em uma de suas cartas ao seu amigo Timóteo:
“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, soberbos, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus”. 2ª Timóteo 3.1-4

O ser humano está a cada dia desumanizando-se! Criando e consumindo em sua própria cultura global de autodestruição. Comendo e bebendo de sua própria carne e sangue. A grande questão desta reflexão não possui um espírito niilista, mas um olhar criterioso e sóbrio diante dos fatos que são cinicamente escamoteados com o desejo de promessas vazias que algum dia este triste quadro desesperador possa mudar.  Como?

O Planeta Terra está ruindo por um câncer que o consome há milhares de anos. Se todos os recursos naturais dependessem de nossos esforços já estaríamos extintos!

A bandeira do livre-arbítrio que é apregoada como a ideologia do poder fazer o que dá na cabeça revela o quão cativa é a alma humana na sociedade do “grande olho” ou “big brother” que nos colocou num ambiente confinado onde nossos comportamentos são avaliados como hamsters sociais” observados por câmeras onipresentes 24 horas por dia. Os altos índices de dependentes em todos os tipos de drogas, sexo e compradores compulsivos de ilusões que tentam apagar suas culpas em consultórios terapêuticos através de medicações pesadas de tarja preta só mostram o qual viciáveis somos em nossa natureza! Transpomos rapidamente a fronteira de agressores para vítimas numa fuga a todo custo de assumir nossas responsabilidades das péssimas escolhas que fizemos e no final queremos celebrar!
O poeta Renato Russo em sua canção Perfeição já expunha claramente estes sintomas insanos do mundo que fazemos parte:

Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos covardes
Estupradores e ladrões

Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação

Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião
...
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais
...

Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada

Ao analisar o comportamento humano o que realmente vemos é uma humanidade refém de si mesma o maior medo não são de fantasmas, almas penadas, Bicho-papão ou seres de outro mundo, mas de nós mesmos, humanos! De agressores dolosos nos tornamos vitimas com síndrome de Estocolmo. 

Tínhamos medo que o Mundo se acabasse por guerras nucleares, mas estamos nos devorando a nós mesmos num real “the walking dead”.
O filósofo francês Augusto Comte cunhou a palavra “altruísmo” que caracteriza o conjunto das disposições humanas (individuais e coletivas) que inclinam os seres humanos a dedicarem-se aos outros. Esse conceito opõe-se, portanto, ao egoísmo. Traz ao conceito o sentido de solidariedade, bondade e generosidade. 

A humanidade foi criada para exercício das suas funções de convivência mútua, inteligência, racionalidade e lógica. Só os humanos possui o atributo de amar e produzir cultura. O único animal que pode se comunicar e interagir com seus semelhantes.

Diante das desordens e atrocidades humanas há um intento de colocar o Criador fora desta casa da “mãe Joana” que se tornou o Mundo. Quando os atos divinos de justiça recaem sobre a humanidade como consequências das escolhas dos homens, Deus não sai ileso de suas ações. É amaldiçoado, renegado, zombado e blasfemado.

Paulo em sua carta destinada aos cristãos que estão em Roma descreve esta condição:
“A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça”. Romanos 1.18.
“Ora, conhecendo eles (a humanidade) a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem”. Romanos 1.32

A cada dia a vida tem perdido seu valor, seu sentido e a morte tornou-se uma nova fronteira desconhecida da perigosa e frívola existência, um passaporte para o nada como se acreditassem que podem viver aqui e não lhes serão cobrados pelo que fizeram. Quanto engano!

No meio dos despojos de uma sociedade que “produz” destruição e morte há um farol que ilumina a alma humana. O grande rei Davi afirmou:
O Senhor é compassivo e misericordioso, mui paciente e cheio de amor. Salmo 103:8
...
Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades. Salmo 103.10

Em meio às injustiças e rios de sangue o Criador tem um longo ânimo ou longanimidade frente à tamanha perversidade das criaturas.

A humanidade não mede esforços em ir à Lua, mas não consegue balbuciar “perdoe-me”!
Um antigo profeta hebreu, Jeremias já ecoava: “Assim diz o SENHOR: Executai o direito e a justiça e livrai o oprimido das mãos do opressor; não oprimais ao estrangeiro, nem ao órfão, nem à viúva; não façais violência, nem derrameis sangue inocente neste lugar”.  Jeremias 23.3

Somos responsáveis pelo Mundo que temos e o tempo todo nos é dado à oportunidade de lutarmos contra esta cultura de ódio instalada no mundo em que vivemos.

Rev. Sandro Mariano Viana (Natal,RN)


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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Os presentes de Jesus

Você já pensou nos presentes que entregaram a Jesus quando ele nasceu? 
Ouro todos nós sabemos o que é e para que serve. Um presente para um rei! 
E o incenso? Os magos o reconheceram como um sacerdote!
E a mirra? Era usado para embalsamar cadáveres. Como assim? 
Dar um presente desses para um bebê? Isso mesmo! 
Sua missão estava clara! Depois da manjedoura haveria uma cruz! A morte substitutiva. É por isso que você deve celebrar o Natal Ele se entregou por nós, nos livrando da condenação eterna!

Feliz Natal a todos os meus amigos!
Rev. Sandro M. Viana



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domingo, 1 de dezembro de 2013

Discurso sem prática é...

Um soldado covarde;

Um hipócrita sincero;
Um cego que guia;
Um leproso que medica;
Um louco coerente;
Um adúltero fiel;
Um mentiroso com escrúpulos;
Um tolo sensato;
Um ébrio sóbrio;
Um devoto infiel;
Um rebelde obediente;
Um livre viciado;
Um pacífico homicida;
Um malandro honesto;
Um imoral decente;
O avesso!


“Guias cegos, que coais o mosquito e engolis o camelo!” Mateus 23:24.

Rev. Sandro M. Viana

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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Fé de mais ou Ignorância?

Sofro muito quando escuto pessoas em suas angustiosas confissões declaram pedindo a Deus que lhes auxiliem em sua vida cristã. Pedem por sua vida espiritual rogando a Deus que lhes aumente a fé!
Fé todo ser humano tem! Basta saber para onde ela o conduz e o que ela faz de você.

Socialmente hoje a compreensão de fé é ter a não ser o que se crê! Está associada na ambiciosa e desenfreada relação mercantilista de trocas. Os homens entram com suas mais variadas intenções sacrificiais e Deus a obrigação de fazer. A fé foi taxada, quantificada, valorada do quanto se recebe. Infelizmente se você não se encaixar neste padrão de fé capitalizada você logo receberá o rótulo de fraco e sem fé.

Na contramão deste fenômeno religioso materialista a Bíblia revela homens e mulheres que foram usados por Deus eram pessoas comuns que mesmo com suas limitações e problemas entenderam que a expressão genuína de fé era obedecer somente as palavras de Deus! Não eram mega, high, super, hiper, ultra, power poderosas estrelas da fé, não batiam no peito e faziam publicidade de sua espiritualidade, simplesmente foram obedientes!
Muitas pessoas hoje sofrem por não entenderem o sentido correto da fé.
A Bíblia descreve claramente um grupo de pessoas que o mundo não os merecia! Como eram essas pessoas?

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Rótulos

Vermelho ou azul? Buda ou Cristo? Flamengo ou Vasco? Cristão ou animista? Ortodoxo ou liberal? Pentecostal ou tradicional? Ateu ou devoto? Sulista ou nordestino? Comunista ou capitalista? Zona sul ou norte? Interior ou cidade? Negro ou amarelo?

Independentemente de qual seja a sua resposta prontamente você receberá um rótulo que lhe será colado e que irá subjugar a sua dignidade reduzindo a sua personalidade o seu pensar a uma falsa e preconceituosa definição sobre você.

Lamentavelmente as pessoas são classificadas pela roupa que vestem, pela maneira como se expressam a cor da pele e socialmente nos é exigido um posicionamento para que sejamos direcionados a determinadas castas sociais, religiosas e politicas.

Não nascemos com rótulos como: Times do coração, partidos políticos e nem religião, mas somos influenciados a vida toda de forma sutil, explicita e propositalmente. Os seres humanos são por sua natureza (inata) seres religiosos, prontamente abraçaremos por influência dos nossos pais, parentes ou os mais velhos e amigos a todos os rótulos disponíveis que houver e logo se fixarão em nossas almas estigmatizando toda uma vida quer seja por intensa paixão e devoção mesmo que muitos não consigam ou saibam explicar por que torcem, creem, votam, confiam ou devotam toda uma existência.

Ironicamente nos ofícios fúnebres em cima de caixões vão bandeiras de times de futebol de escolas de sambas da profissão da instituição ou empresa que aquela pessoa mais amava. Se não fosse as circunstâncias e as oportunidades obtidas na vida as bandeiras com certeza seriam outras.

sábado, 21 de setembro de 2013

Pretérito Imperfeito

Pensávamos que nunca fosse, mas você voou como um pássaro que sai da gaiola em direção ao límpido e profundo azul celeste;

Hoje a fronteira que ousamos atravessar entre o presente e o pretérito imperfeito são transpostos pelas mais tenras lembranças que nos leva a construir uma grande colcha de retalhos de lembranças junto aos amigos que nos deixastes por herança;

Sua ausência nos trouxe a triste sensação de uma história inacabada, mas a nossa recusa a fatídica realidade do tempo pretérito imperfeito é em vão;

Queríamos o tempo “presente eterno”, mas ficamos somente com o volátil pretérito imperfeito, pois a cada dia que passa tudo se resumirá no pretérito perfeito!

Rev. Sandro M. Viana

Em memória a uma grande amiga e ovelha Tia Jane (Jane Maria Medeiros) em 17/09/2013

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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Aperfeiçoando o coração

Na sociedade da informação onde dados tentam transformar-se em informações o que de fato não acontece é a informação criar sábios humanos. A incansável busca pelo aperfeiçoamento o conhecimento profissional não tem construído bons cidadãos. Temos especialistas são ótimos médicos, professores, engenheiros, funcionários públicos, porém ainda não conseguimos experimentar uma convivência social mais humana. Há cursos profissionalizantes, MBA’s, pós, mestrados, idiomas, informática, etc., mas para o coração não há investimentos de melhorias para a alma humana. Melhora o currículo, mas não melhora a personalidade o caráter.

A sociedade tecnológica domina os mais sofisticados teoremas matemáticos as mais engenhosas teorias filosóficas, fascinantes correntes da psicologia e as mais extraordinárias técnicas cirúrgicas e pessoalmente há um viver em tamanha e solitária ignorância pessoal. A inabilidade de conviver como humano!

Não diferente das correrias do profissionalismo do dia-a-dia isto também ocorre dentro das igrejas. Paulo aconselha seu amigo um jovem pastor que conheceria pessoas assim: “aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade”. 2ª Timóteo 3:7. Gente que é doutor em teologia, já leu a Bíblia varias vezes que conhecem a sã teologia, mas não conseguiram chegar a Verde! Isso também era muito comum aos fariseus. Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem. Mateus 23:3.

É necessário compreender que a fé é uma construção que precisa também de investimentos! Fé ao contrário dos estereótipos expostos na televisão não é um momento instantâneo não é o abrir de um envelope de um comprimido efervescente que magicamente tornará o mundo pessoal em azul, mas a luta diária pelo conhecimento da reflexão bíblica em orações sinceras e profundas em uma desobediência a si mesmo (autonegação) é a transformação pela dor que amansa a bruta natureza desumana que nos amadurecerá como gente! Só o conhecimento por si mesmo se não for aplicada a vida é inócuo e as riquezas do Evangelho devem abrir os nossos entendimentos e nos libertar para o amor a todo(s) o(s) semelhante(s) e a vida. Se o conhecimento das Escrituras (teologia) não descer para o coração e não for discernida ainda assim não será uma verdade para quem a conheça, será somente mais uma verdade no meio de milhares espalhadas e perdidas numa sociedade da informação.

A riqueza da verdade do Evangelho só será um fato quando os homens forem libertos de suas prisões do coração! Rev. Sandro M. Viana

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quinta-feira, 21 de março de 2013

A Desumanidade da Humanidade


O grande poeta Renato Russo já cantarolava: 

"A humanidade é desumana
Mas ainda temos chance,
O sol nasce pra todos,
Só não sabe quem não quer" 

A desumanidade é tamanha que é necessário pleitear, criar regras e até princípios para aqueles que são considerados racionais, humanos. Garantir o direito dos humanos e não de uma pequena parte privilegiada ou de minorias, mas de uma humanidade que ainda não percebeu que nasceu gente.

O comportamento humanitário é fruto de uma convivência mútua dos diferentes, porém justa e igualitária. Quando não entendemos este espírito deixamos de ser humanos e nos tornamos piores que os irracionais.

O direito dos humanos é a luta para se ter a capacidade consciente e equilibrada de usufruir de livre condição de vida. Viver em liberdade sem distinção de cor, etnia, religião, sexo, limitações físicas, de origem, de classe social ou qualquer outra condição.

Ser reconhecida como pessoa, um ser humano em todos os lugares. Ter direitos de proteção contra qualquer discriminação ou tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

Ser humano é ter dignidade de se sentir humano, gente.
É lutar por direitos com os que se acham mais humanos do que toda a humanidade.

Por favor, pelo menos faça a sua parte leia a Declaração Universal Dos Direitos Humanos.

Rev. Sandro M. Viana
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quarta-feira, 20 de março de 2013

A Verdade em uma era de antiverdades


A Verdade em uma era de antiverdades (assuntos que incluem a pós-modernidade que está cada vez mais se camuflando em nossas igrejas).

"Que é a verdade?" 
Pilatos 

No filme Matrix o personagem Morpheus (Laurence Fishburne) pergunta para Neo (Keanu Reeves) se ele está disposto a conhecer a verdade e afirma: “O que é a verdade?” Toda trama se desenrola em um ambiente em que a humanidade vive a Matrix. Nesta obra as pessoas estão conectadas pelo cérebro a um grande sistema controlador que atende instantaneamente aos desejos e impulsos dos usuários.

A pergunta de Morpheus sempre ecoou em nossas mentes. Pela busca da verdade os maiores gênios da humanidade embarcaram numa odisseia sem um destino conclusivo. Aristóteles afirmava que desejamos conhecer a verdade, mas encontrar a verdade é outra completamente diferente. Muitas coisas parecem verdadeiras, mas na realidade não são. O existencialista Kierkegaard entendia que a verdade era o ético universal, isto é, comum a todas as pessoas, mas Nietzsche em seu livro O Anticristo esforça-se para destruir toda a compreensão de uma verdade absoluta. Sartre concluiu que não há leis ou normas no céu nem na terra que possam guiar a pessoa nas suas escolhas, isto é, as pessoas devem agir conforme seus impulsos e suas próprias vontades.

Diante das indefinições e contradições dos grandes mestres do pensamento humano sobre a verdadeira verdade, todos os dias bilhões de pessoas saem de suas casas em busca de sobrevivência sob as suas próprias percepções de verdades, agindo conforme as inclinações de suas próprias naturezas. As exigências das realidades da vida nos compelem diariamente para diante deste dilema. Como compreender e viver a verdade?

Os profetas dos nossos tempos: Os cientistas sociais, músicos, filósofos, poetas, pintores, escritores, denunciam no que se transmutou a humanidade. Gilles Lipovetsky filósofo francês pinta um retrato do homem dos nossos dias o da hipermodernidade descrito como: hedonista, consumista, exagerado, fútil e vazio.

Os homens trazem em sua essência a imago dei (imagem de Deus) impressa em suas almas. Alguns atributos do criador refletidos na criatura como o senso de justiça, porém o ser humano se trai ao trocar a verdade em detrimento de seus interesses próprios e cobiças. Debaixo do véu do cinismo social a inexorável verdade das sociedades ocidentais capitalistas pós-cristã exalam com a mesma intensidade insana e nitiniana  a morte real não de Deus, mas de uma humanidade decadente que está em estado adiantado de deterioração social, The Walking Dead . As decepções experimentadas pelos resultados deixados por duas Grandes Guerras Mundiais, explosões de bombas nucleares milhares de judeus, ciganos, homossexuais, negros foram massacrados. O tráfico de armas, drogas e seres humanos, ataques terroristas, corrupções, desigualdades sociais, fome, epidemias mutantes por manipulações genéticas bacteriológicas e globalizadas, envenenamento de mananciais de água potável, poluição do ar da terra, uso de conservantes em alimentação humana hipercalóricas, extinção e devastação da fauna, flora e o hiper aquecimento global, não assombra o insensível homem “high tech”. As catástrofes são encaradas com indiferença e ironia, pois as perspectivas do homem hipermoderno reduziram-se ao o “aqui e o agora”. A vida não tem tanta motivação para ser vivida, já que ela é encarada como finita e entrelaçada com o terror iminente da violência e da morte, deve ser experimentada intensamente, existir extravagantemente, pois não há tempo a perder e nem o que se perder. Dessa maneira não há grandes expectativas de futuro e as contas são deixadas para as próximas gerações.

O doutrinamento niilista massivo e feroz injetado na alma das pessoas está sob a égide da felicidade materialista que conduz para a coisificação de tudo como objeto de consumo instantâneo. Venderam suas almas e sepultaram suas consciências para permanecerem escravos de seus prazeres. Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza experimentou intensamente seu tempo e denunciou em sua canção Ideologia o homem pós-moderno:
“E as ilusões
Estão todas perdidas
Os meus sonhos
Foram todos vendidos
Tão barato
Que eu nem acredito
Ah! eu nem acredito...
Ideologia!
Eu quero uma pra viver”

O mundo dos homens é uma sociedade vazia, atordoada, apática e indiferente ao seu semelhante. Bipolar emocionalmente que cria sentido no fútil. Os homens são auto adoradores de si mesmos, veneram a estética, o corpo em detrimento da ética, narcisistas, descartáveis, volúveis e hedonistas, tudo se transforma num grande espetáculo em insólitos minutos de inglória. A cultura pós-moderna relativiza verdades colocando os desejos e paixões humanas como referencial de verdade, seu amor-próprio busca a felicidade própria sem precisar do outro é individualista por excelência.

“Não se colhem figos de espinheiros, nem dos abrolhos se vindimam uvas.”   Essa foi a afirmação de Jesus sobe a capacidade do coração humano produzir frutos. A sociedade pós-moderna está refém de si mesma relativizando verdades e colhendo frutos absolutos de suas mentiras. As verdades dos homens estão carregadas de suas próprias tendências, inclinações e paixões, sua essência. É por isso que as verdades dos homens nunca chegarão a um consenso comum ou universal e nem serão absolutos!

Dave Grohl baterista da famosa banda de Seattle, Nirvana, quando soube do suicídio de seu amigo o vocalista Kurt Cobain afirmou: "Às vezes você apenas não pode salvar alguém de si". São milhões de jovens que preferem entregarem-se as suas próprias verdades acreditando que fazendo os desejos e paixões de seus corações estarão no caminho da verdadeira felicidade. Um verdadeiro engano!

Lamentavelmente assistimos a uma humanidade carente de limites e reafirmações de valores, pois ela não está disposta a submeter-se a verdade, são escravos de suas próprias verdades, paixões. Jesus conversando com seu amigo Pedro, afirmou: “as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja”  . Isto foi dito pelo fato da igreja, as pessoas que formam a comunidade cristã estarem atentas aos mais sérios e variados tipos de investidas que sofreriam. Ataques que viriam tanto de fora como de dentro da própria igreja. As advertências sempre foram constantes: “Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos” .
A verdade dita da boca de Cristo tem sido negligenciada pela maioria dos cristãos, pois assim como os que estão fora da igreja, no mundo, preferem calar a verdade de Deus em suas vidas em detrimento de suas próprias verdades. Havia uma igreja na Ásia Menor no primeiro século que tinha sérios problemas com a verdade. Conheciam a verdade de Deus que se aprendia pela Bíblia, mas não praticavam, pelo contrário faziam tudo aquilo que trazia escândalo. Quando a verdade de Cristo é calada no seio da igreja os frutos que brotam dentro das comunidades cristãs são tão fétidos quanto os que estão em qualquer beco da vida. Paulo adverte aos cristãos que sejam como perfume: “Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo”  . Jesus adverte a sermos sal , pois o sal não deixa a carne apodrecer, conserva e dá sabor a vida ao mundo e aos homens. A verdade para que seja de fato exercida é necessário que seja obedecida, pois não existem meias verdades, mas mentiras por completo.
O culto cristão hedonista transformou a igreja num palco, picadeiro de mau gosto com levitas apaixonados em uma adoração extravagante. É por esse fato que a religião evangélica tem crescido assustadoramente no Brasil, pois a igreja contemporânea está semelhante a sociedade que relativiza a verdade em detrimento de seus interesses próprios.

A linda noiva, a igreja de Jesus Cristo, vestida de branco foi empurrada num pântano fétido de ganância e imoralidades, maculada por rufiões, sacerdotes travestidos com animus homicida.

Antes de Kierkegaard, Nietzsche, Sartre entre outros negar a verdade sempre trouxe consequências de morte. Esta triste e velha realidade da essência da alma humana foi exposta por Paulo de Tarso quando afirmou: “estando vós mortos nos vossos delitos e pecados”   e “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça”. Não é de agora que a verdade vem sendo distorcida, pois é da natureza do coração humano. O comportamento de uma sociedade inconsequente e corrompida é reflexo de corações humanos insensibilizados por sua própria natureza pecadora.

Lamentavelmente as verdades relativizadas do mundo são as mesmas que são vividas e buscadas nas igrejas cristãs destes dias.

O teólogo Francis A. Schaffer afirmou: “Eis o grande desastre evangélico: a negligência em defender a verdade como verdade. Há apenas uma palavra para isso: acomodação – a igreja evangélica se acomodou ao espírito mundano desta época”.

Os cristãos hoje estão secularizados, relativistas e hipermordenos abraçaram todos os tipos de distorções da verdade em detrimento do lucro e do poder. O espetáculo instalou-se nas igrejas numa drástica e rápida mudança sob a ideologia mercadológica. A exposição de “curas” “milagres” e “exorcismos” só fazem aumentar o apetite insano do consumismo instantâneo religioso que enriquece charlatões travestidos em cascas pesadas de falsa piedade e nítida hipocrisia religiosa.

Notas:

[1] Ref. ao pensamento do filósofo alemão Friedrich Nietzsche
[2] Série de TV que exibe violência gratuita sob uma perspectiva social humana decadente formada por zumbis.
[3] Lc 6:44b
[4] Mt. 16:18
[5] Mt. 24.24-25
[6] 2ª Co 2:15
[7] Mt 5:13


Bibliografia pesquisada:

Bíblia Sagrada - Revista e Ateualizada
A Era do Vazio - Gilles Lipovetsky
Introdução à Filosofia - Norman L. Geisler
Fundamentos Inabaláveis - Normam Geisler
Sociedade Sem Pecado - John MacArtur
O Aticristo - Friedrich Nietzsche
Filme: Matrix Cap 12

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