quinta-feira, 5 de março de 2015

Você entende o que canta?

"Música para compor o ambiente
Música para escovar o dente
Música para fazer chover
Música para ninar nenê
Música para tocar novela
Música de passarela
Música para vestir veludo
Música pra surdo-mudo"

Antigamente ouvíamos música para entender! Você tinha que compreender para cantar não se cantava ou ouvia-se qualquer coisa. Na estrofe da canção: Música para ouvir de Arnaldo Antunes dá uma dimensão como isso funciona.

Culturalmente o Mundo passa por uma das piores crises nas artes, isto ocorre em todas as áreas culturais: Na literária, pintura, música e cinematográfica. Quando comparamos a engenhosidade e a inventividade dos pioneiros, nos chocados como homens sem recursos computacionais e com pouquíssimos recursos financeiros produziram obras inspirativas. São os pais de tudo o que temos. A arte era um meio de estimular, provocar a criatividade tinha uma mensagem um sentido era questionadora mesmo sem um aparato tecnológico sofisticado e grandioso, sem estúdios de gravações.

A cultura POP mundial contemporânea comprando-se aos primórdios tudo não passa de um engodo mercadológico ilógico requentado de cópias mal feitas desalmada. Como dizia o velho palhaço Chacrinha: “nada se cria tudo se copia!” O gosto dos clientes  exigem uma cultura instantânea de massa sem muita reflexão ou esmero intelectual. No tocante as músicas quando não possuem apelo sexual tanto em suas letras como em suas coreografias são ritmadas com frases pobres e curtas que grudam no subconsciente e insiste em não sair.

Esse vírus também atingiu a adoração dentro das igrejas.

Uma das árduas tarefas pastorais é orientar as pessoas sobre como deve ser a adoração bíblica. As músicas de adoração devem levar a igreja a adorar a Jesus o Cristo. Jesus deve ser exaltado, adorado por sua obra, pelo seu sacrifício, amor, compaixão, perdão, pela remissão de nossos pecados, pela vida eterna, pela reconciliação ao Pai, pela paz que nos trouxe.

Quanto a parte que nos cabe as músicas cantadas para o Senhor devem nos conscientizar de que somos pecadores arrependidos, que não podemos fazer nada sem a direção de Deus, que estamos unidos ao nosso semelhante e Nele, que somos servos e vivemos para servir, que somos pecadores que lutam contra o pecado.

As músicas cantadas na igreja devem possuir base bíblica, isto é se não forem trechos, histórias ou citações da Bíblia, pelo menos devem ter princípios explícitos da Palavra.
O baixo padrão musical secular trouxe também um baixo nível de compreensão de adoração pelo fato de que a indústria de música religiosa exerce forte influencia sobre as igrejas. Ex: Som Livre e seus artistas gospeis.

Músicas comerciais religiosas narcisistas com ênfase somente no(s) cantor(es) e excessivo individualismo onde o “EU” está centrado no trono do próprio coração. Jesus é somente pretexto para chamar a atenção dos desavisados.  

Há muitas músicas chamadas: “do mundo” que são muito mais edificantes, inteligentes e brilhantes que as de baixa qualidade criativa poética assim como a árida falta de base bíblica que são produzidas em escala industrial para serem entoadas dentro da religião. Claro que no momento da adoração comunitária não cantaremos canções de Djavan, pois o ilustre poeta não as fez para esses propósitos.  

O conteúdo das músicas de adoração deve ser: O amor de Deus, o resgate do pecador através da salvação em Jesus, a cruz de Cristo. Há músicas religiosas que são verdadeiros tratamento psicológico e que são cantadas repetidamente até as pessoas entrarem em um transe ou desabarem em lágrimas onde os problemas pessoais ou da humanidade são tema recorrentes. Não falam nem ao menos da salvação em cristo tornando o culto numa catarse coletiva.

As músicas de barganhas e triunfalistas são aqueles onde as pessoas confessam vitórias sem terem nenhuma disposição de lutarem contra o pecado não querem trabalhar e nem estudar, mas ficam anunciando que Deus lhes dará tal benção. O que devemos cantar é a Graça o arrependimento o quebrantamento do coração.

Os ministérios de louvor possuem uma responsabilidade em ensinar, conduzir com toda humildade e adorar junto com a igreja, os microfones não devem estar nem alto e muito menos altíssimo. O que deve está em alta é a comunhão sincera, verdadeira com Deus.

Sabemos que esse ministério não é fácil, pois precisam escolher filtrar os lixos mesmo que sejam músicas da moda que toca na igreja tal. O que nos escandaliza é saber que hoje há uma indústria milionária e poderosa que todos os meses lançam novos CDs evangélicos.  

Fazer o que agrada a Deus nem sempre agradará aos homens, mas como pai que sou não posso fazer todos os gostos de minha filha. Ensinar com paciência sempre é o segredo do ministério pastoral. Levar o povo a compreender que a adoração consciente com sinceridade, quebrantamento de coração, arrependimento agrada ao Senhor.  

“O sacrifício aceitável a Deus é o espírito quebrantado; ao coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”. Salmo 51:17

Rev. Sandro M. Viana (Natal-RN 05/03/2015)



segunda-feira, 2 de março de 2015

Educação é tudo!

Há algumas pessoas que negligenciaram a escola a educação, tratando-a como irrelevante. Não gostavam e não gostam de estudar, eram desonestos nas provas colando não se importaram em aprender e muito menos com o fruto da educação o futuro. Em algumas disciplinas ou em quase todas foram reprovados. Não gostavam e nem se interessavam pela matemática, português, geografia e muito menos pelas ciências e a história. Na vida adulta levaram como herança o triste costume de tratar tudo como sendo irrelevante. Hoje são reféns de si mesmas sendo reprovadas diariamente pela própria vida nas disciplinas da cidadania da paciência e do amor nesse caso não há cola e nem recuperação. Tudo começa pela base Rev. Sandro M. Viana (Natal/RN, 27.02.15)

sábado, 29 de novembro de 2014

Os Chaves nossos de cada dia.

As manifestações intensas e sinceras nas redes sociais das pessoas consternadas com a morte de Roberto Bolanhos mostram como anda o imaginário humano.

Ver a miséria e o sofrimento sob uma ótica romântica traz uma falsa visão da vida real! A grande verdade é que Bolanhos conhecia e retratou a triste realidade de milhões de crianças abandonadas na figura de Chaves um garoto faminto, órfão e desamparado que mora em um barril e que cada dia luta para sobreviver. Vivendo de migalhas e insultos aqui e acolá os episódios romantiza uma realidade distante vivida por milhões de Chaves miseráveis brasileiros que não estão barris, mas nos semáforos lavando para-brisas de carros, vendendo seus corpos nas estradas ou implorando por centavos vendendo balas e doces pelas ruas.

Quem as pessoas estão lamentando? O autor que tentou expor a triste realidade em um conto de fadas? Chaves o personagem? Ou a nossa falsa e ingênua visão da vida?

Os milhões de Chaves miseráveis que foram abortados dentro da própria existência são diariamente maltratados, espancados, acusados esperando que alguém tenha misericórdia!

O melhor ato de amor não é verter lágrimas sobre o que achamos, mas ir em direção dos milhares de Chaves que estão espalhados nesta grande selva de pedra!


Rev. Sandro M. Viana

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Baseado no trabalho disponível em http://www.sandroviana.com/2014/11/os-chaves-nossos-de-cada-dia.html.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Sangue nos olhos (Dia de fúria)


O nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, a sua mãe, ia casar com José. Mas antes do casamento ela ficou grávida pelo Espírito Santo. José, com quem Maria ia casar, era um homem que sempre fazia o que era correto. Ele não queria difamar Maria e por isso resolveu desmanchar o contrato de casamento sem ninguém saber. Enquanto José estava pensando nisso, um anjo do Senhor apareceu a ele num sonho e disse:— José, descendente de Davi, não tenha medo de receber Maria como sua esposa, pois ela está grávida pelo Espírito Santo. Ela terá um menino, e você porá nele o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos pecados deles. Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito por meio do profeta:“A virgem ficará grávida e terá um filho que receberá o nome de Emanuel.” (Emanuel quer dizer “Deus está conosco”.)Quando José acordou, fez o que o anjo do Senhor havia mandado e casou com Maria. Porém não teve relações com ela até que a criança nasceu. E José pôs no menino o nome de Jesus. Mateus 1.18-25(NTLH/SBB)

Ter o direito de irar é até razoável quando a ira não traz estragos maiores do que aqueles que já foram feitos, isto é, nossa inconformidade vai até onde os estragos já foram feitos! Minha ira e ou indignação não pode aumentar mais inda a gravidade da situação caótica que já estou inserido.

Nossa geração tornou-se iracunda! Iramo-nos por qualquer coisa e acredito que este fenômeno vem pela maneira como olhamos o nosso senso de justiça que hoje é individualista e descartável.

Acreditamos que temos o direito de pegar um taco de baseball e sair a esmo quebrando qualquer coisa nossa cultura violenta nos incita a este pensamento, como uma forma de extravasar tudo o que está incomodando.

Comumente há outra palavra usada para esses momentos de ataque de fúria descontrolada é o surto! Um ataque repentino e voraz que leva a atitudes impensadas de morte. Surtam por motivações banias.

O domínio próprio é um atributo cristão que não interessa a igreja cristã contemporânea. Vemos vídeos de lideres que estão a frente de igrejas que são destemperados que beiram as rais da loucura, babam e são mais agressivos que cães. Devemos aperfeiçoar-nos no exercício de fé diante das duras provas de paciência que somos exigidos sem perder a calma.

Em nossas discussões precisamos estar atentos as nossos justificativas quando estamos em uma lide. O que realmente me motiva a ter esse comportamento? Quero resolver e preservar o próximo ou quero somente manter minha imagem imaculada como um outdoor para que todos possam ver como minha reputação está acima do amor do perdão e da restauração daquele que amo?

José foi um dos personagens na Bíblia que menos se fala e acredito que por ele ter sido tão humilde os grande teólogos não perceberam como este homem foi tão relevante em ser e aceitar a missão de Deus para ser o pai do salvador da humanidade.

Um carpinteiro, homem simples que ao perceber que a sua amada noiva não estava grávida dele de forma sábia e por amor a Maria, José gentilmente resguardar a honra de sua amada. Para os padrões daquela época aquela situação era extremamente embaraçosa.
Ele não gritou e nem esbravejou não se irritou e nem foi buscar seus direito com os pais de Maria, simplesmente Deus fala com José e ele atende a voz divina e acolheu o filho de Deus dando-lhe o direito da primogenitura ensinando a única coisa que sabia fazer da vida a carpintaria.

José não lastimou não difamou e muito menos ofendeu outras pessoas acreditando ter o direito de casar-se com uma virgem pelo contrário foi humilde e maduro em compreender sua missão de acolher o filho de Deus em sua paternidade humana.

Devemos deixar a passionalidade!

É assustador vermos cidadãos comuns, trabalhadores e cumpridores de seus deveres, idôneos pais de famílias tendo acessos de fúria e descontrole odioso.

Precisamos aprender a resguardar as pessoas que amamos, e principalmente a nós, mesmo que no momento não compreendamos ou julguemos erroneamente ou até mesmo que os fatos sejam verdadeiros, pois acreditamos no perdão e por essa fé cremos na restauração de Deus sobre a humanidade pelo perdão!

Há uma inclinação natural dentro em nós que prontamente nos vitimizar nos tornando coitadinhos.

Esse post é um alerta para não piorarmos ainda mais o caos já instaurado. Não devemos nos tornar como uma metralhadora que dispara para todos os lados alvejando inocentes.
“Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira; nem deis lugar ao Diabo”.  Efésios 4.26-27 
 “Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo”. 1ª Tessalonicenses 5.9 
“Porque a ira humana não produz a justiça de Deus”. Tiago 1.20

Rev. Sandro M. Viana (Primavera de 2014 - Natal/RN)
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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Tudo é vaidade

 A cobra era o animal mais esperto que o Senhor Deus havia feito. Ela perguntou à mulher:— É verdade que Deus mandou que vocês não comessem as frutas de nenhuma árvore do jardim? A mulher respondeu: — Podemos comer as frutas de qualquer árvore, menos a fruta da árvore que fica no meio do jardim. Deus nos disse que não devemos comer dessa fruta, nem tocar nela. Se fizermos isso, morreremos. Mas a cobra afirmou: — Vocês não morrerão coisa nenhuma! Deus disse isso porque sabe que, quando vocês comerem a fruta dessa árvore, os seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecendo o bem e o mal. A mulher viu que a árvore era bonita e que as suas frutas eram boas de se comer. E ela pensou como seria bom ter entendimento. Aí apanhou uma fruta e comeu; e deu ao seu marido, e ele também comeu. Nesse momento os olhos dos dois se abriram, e eles perceberam que estavam nus. Então costuraram umas folhas de figueira para usar como tangas. Genesis 3.1-7
No filme Madagascar há um personagem, o rei Julian, figurinha exótica e vaidosa que adora chamar a atenção pelas suas extravagantes e fúteis ideias. No antigo Egito o faraó não era somente um governante político, mas era visto como um deus que deveria ser adorado pelo seu povo. As pirâmides (tumbas) imortalizaram tais deuses humanos. A busca desenfreada pelos 15 minutos de fama tem arrastado todo tipo de gente com os comportamentos mais bizarros possíveis tudo isso em nome da glória própria. Todo mundo quer ser reconhecido anseiam tornar-se uma celebridade, receber aplausos e glorificação. 

A mais nova modalidade para chamar atenção é despir-se, tirar toda a roupa e a dignidade, calçar um par de tênis e a vaidade, ajeitar a maquiagem e os cabelos e correr nu num parque com expectativas de que alguém fotografe e registre tal façanha. O desejo de querer ser (como) deus é antigo, tem como força motivadora o sentimento da vaidade. As meninas são criadas para serem princesas e sereias os meninos super-heróis salvadores de um mundo dividido entre o bem e o mal (maniqueísmo). O problema é que crescem e quando caem na real percebem que não são nem princesas e nem heróis e já estão acondicionados, viciados aos paparicos e apelam para meios extravagantes de chamarem a atenção. 

O bem, as boas obras ou a caridade que muitos fazem hoje é muito mais um golpe de marketing pessoal (motivações vaidosas) do que de misericórdia isso não significa que mesmo que as intenções dos homens sejam malignas, Deus graciosamente derrama a sua compaixão através de homens tão vaidosos. Nossa natureza humana está mais predisposta a querer ser como deus do que ser servos!

"Vaidade de vaidades, diz o pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade". Ec 1.2

Rev. Sandro M. Viana (Primavera de 2014 - Natal/RN)


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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A ditadura das ditaduras

Guerras e rumores de golpes em países subdesenvolvidos democraticamente fragilizados por governos corruptos tornou-se tão corriqueiro que já insensibilizou a alma humana.

As modalidades de imposições ideológicas e culturais são vividas de forma velada no contexto desses dias. São regrar implícitas que empurram milhões de pessoas a comportamentos bizarros tudo em nome de certas imposições sociais.

Os dias extremos que vivemos mostra como anda a alma humana. Todos os tipos de ditaduras se instalaram ideologicamente entrincheiradas justamente naquilo que acreditamos ou chamamos de democracia do consumo.

A ditadura da beleza impõe uma cruel regra pelos padrões globais atuais de perfeição, são corpos alterados por cirurgias estéticas que exaustivamente são exercitados por horas e horas em academias seguindo uma rígida dieta alimentar. A ditadura da beleza que trás um eterno e insaciável descontentamento de si mesmo deixaria Narciso constrangido com tamanha autoidolatria.  Nessa ditadura é proibido adoecer, engordar, envelhecer e muito menos morrer!

Há a ditadura da felicidade que é a busca incansável por pessoas ou ocasiões (condições) que tornem as pessoas felizes a qualquer custo; “O the end” dos contos de fadas que depois de duas horas de filme ou assistindo um ano capítulo após capitulo de uma telenovela terminam obrigatoriamente felizes para sempre. Nessa ditadura é proibido entristecer-se, aceitar o que é e quem somos.

Há a ditadura da super espiritualidade que é busca doentia pelo transcendente e místico viver pela perfeição de modelos rígidos religiosos que utiliza exaustivamente do marketing religioso com o propósito de vender produtos e serviços na tentativa de trazer equilíbrio e paz de espírito para os mais abastados e a ilusória realização material para aqueles que penam em suas duras realidades de escassez. Essa é uma das mais cruéis ditaduras que tenta justificar a esquizofrênica e desiquilibrada compreensão de fé através de uma existência carregada e pesada de compreensões minimalistas no ofício sacerdotal de líderes manipuladores que lança mão de inúmeras superstições acreditando serem maiores e melhores que seus semelhantes. Aqueles que nessa modalidade acreditam que recebem de Deus mensagens exclusivas via SMS, Facebook, Whatsapps espirituais colocando-se como mediadores ou messias (ditadores) com “power” poderes exclusivos que arrastam legiões de seguidores tietes (ou fãs). Nessa ditadura é proibido chorar, perder, adoecer, assumir, confessar, ser.

A vida em alto desempenho quantificou tudo para além do suportável para além do normal para além do humano tudo é: over, super, mega, giga, tera. As ditaduras reafirmam a estupidez cristalizando a ignorância onde pessoas perdem suas vidas em clinicas de estéticas, onde miríades busca satisfação própria almejando a sua deificação através de aditivos (drogas). 

As experiências estão acima da reflexão os sentidos estão acima do pensamento e a fé torna-se escravizada pelas compulsões apaixonadas. As propagandas despejam constantemente valores de uma sociedade que nega a humanidade a velhice e o fim da vida (a morte).
A catequização da mídia incansavelmente expõem seus produtos como solução pela felicidade instantânea através do consumo exagerado de álcool porém advertido hipocritamente com moderação ou a licenciosidade com proteção (preservativos). Tudo é resolvido com uma pomada, uma pastilha, um efervescente, um band-aid, remedinhos ou um truque mesmo que por alguns minutos os sonhos se satisfaçam. Essa coisificação chega na compreensão da fé cristã onde tudo deve ser resolvido pagando um alto pedágio através rituais de pajelanças, mandingas e apetrechos (amuletos).

A desumanização das pessoas que segmentam a vida e transformam seus corpos em partes cobiçadas criando fetiches que acorrenta almas já infectou há muito todas as áreas da sociedade pós-moderna.

Um retorno a humanização está nas palavras de Cristo:  “E nenhum de vocês pode encompridar (aumentar um segundo no relógio da sua existência) a sua vida, por mais que se preocupe com isso”. Mateus 6.27

Fomos chamados para viver a vida como somos em simplicidade sem remendos que tentam tapar o que ou quem realmente é, sem aditivos ou turbinas, sem (d)efeitos especiais que ofusque quem está por trás das inúmeras camadas de maquiagens ou por debaixo das armaduras de vestes caríssimas de etiquetas e grifes de renomes que falsamente criam uma personalidade em gente sem caráter.

As ditaturas não são mais que imposições que dão sentido entretendo por um curto período a uma existência vazia, pois para o metabolismo das células o tempo não para e continuam envelhecendo e falhando (doenças).

Precisamos assumir quem de fato somos! Ou então buscaremos aditivos para tentar turbinar o que não há mais, alma! Cazuza já afirmava:
“Eu vou pagar a conta do analista
Pra nunca mais ter que saber quem eu sou”. 



Rev. Sandro M. Viana (Primavera de 2014 - Natal/RN) 




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O trabalho A ditadura das ditaduras está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
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